Professor de Educação Física faz strip-tease para complementar a renda

O professor de Educação Física Xanddy Santana, de 28 anos, é apaixonado pela sua profissão. Trabalha em uma academia no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador, e para complementar a renda, desde 2009, trabalha fazendo strip-tease e apresentações de dança em boates LGBT. Apaixonado por malhação, Xanddy ainda atua no fisiculturismo – inclusive, nesse final de semana conquistou o primeiro lugar no concurso Boddy Shape realizado na Copa Serrinha de Musculação e Fitness.

“Sou professor de Educação Física há três anos e atleta de fisiculturismo. Treino de segunda à sábado durante uma hora por dia. O meu foco é a Educação Física. Ganho bem como striper, mas um dia terei que parar. Eu hoje até ganho mais como striper do que como professor, mas meu sonho é seguir como professor”, conta Xanddy. 

Crédito: Reprodução

Para fazer sucesso como striper, o esforço dele no cuidado com corpo é grande. Segue uma dieta firme e quase nunca escapa do rigor na alimentação. Suas pernas, bunda e barriga tanquinho são as partes preferidas do corpo por quem contrata seus serviços. “Faço muita despedida de solteira como striper e também muitas baladas LGBT como gogo dancer. São trabalhos diferentes. Nas despedidas o assédio é maior. As mulheres arranham, azunham e tiram a casquinha”, explica Xanddy que é noivo de Ronigleice Nunes.

“Uma vez uma mulher me contratou para uma despedida e viu minha aliança. Para provocar, ela deixou uma marca de batom no meu jaleco. Mas, tenho muita sorte de ter uma noiva que confia em mim. No início ela tinha ciúmes, mas hoje ela entende o meu trabalho”, explica o professor.

Xanddy conta que a crise econômica impactou diretamente no trabalho com striper. “Antes da crise, há uns 2/3 anos eu fazia uns 15 shows de striper em despedidas de solteira por mês. Hoje reduziu bastante. Faço uns 10/12 por mês. O strip é um hobby que ajuda muito”, conta o ele que passa, mais ou menos, 30 minutos em cada apresentação.

Ele não revela o valor do cachê pois, segundo ele, varia de acordo com o tipo e o local do trabalho. No figurino – apesar dos contratantes quererem ver o bonitão mais à vontade – ele conta que os mais pedidos são de enfermeiro, policial ou marinheiro. 

No início da sua atuação como striper, a família de Xanddy implicou um pouco. “NO começo minha mãe sempre perguntava e ficava meio cabreira. Mas, quando ela viu meu sucesso, participação em programas de televisão ela ficou mais tranquila. Não bebo, não fumo, não uso drogas e isso deixa ela mais tranquila e confiante no filho que tem”, explica Xanddy, que tem mais de 4 mil seguidores no Facebook e Instagram. 

 

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