O secretário de Serviços Públicos de Santo Antônio de Jesus, Davi do Aprisco, deu um alerta público em entrevista à Rádio Recôncavo FM: os cemitérios municipais da cidade devem atingir a capacidade máxima nos próximos dois anos. A solução estudada pela prefeitura é a construção de uma unidade inteiramente nova.
Segundo o secretário, o problema afeta tanto o chamado "cemitério velho" quanto o "cemitério novo", que já contam com poucos espaços disponíveis para novos sepultamentos. A situação, segundo informações divulgadas pelo Voz da Bahia, foi confirmada diretamente por Davi do Aprisco durante a entrevista radiofônica.
O caso não é novo em SAJ. O esgotamento de vagas no cemitério municipal da cidade já havia sido relatado pela imprensa local em 2022, quando se noticiou a ausência de espaço para covas normais. Passados cerca de três anos, o problema avançou a ponto de a gestão municipal admitir publicamente a necessidade de um novo equipamento.
Durante a entrevista, o secretário também abordou reclamações vindas da comunidade do Cocão, na zona rural do município. Moradores da localidade relataram falta de espaço para novos sepultamentos no cemitério da área. Davi do Aprisco reconheceu que a estrutura rural é antiga e tem capacidade limitada, embora tenha afirmado que ainda não havia recebido oficialmente essa demanda.
Enquanto o novo cemitério não sai do papel, a orientação da Secretaria de Serviços Públicos é que os moradores da zona rural realizem os sepultamentos nos cemitérios da sede do município — uma solução paliativa que pode gerar dificuldades práticas para famílias de comunidades mais distantes.
A meta da gestão, de acordo com o secretário, é definir o terreno para a nova unidade ainda este ano. Só depois dessa etapa é que os procedimentos formais para a construção seriam iniciados. Nenhum prazo, custo estimado ou localização foram divulgados até o momento.
O desafio enfrentado por Santo Antônio de Jesus — município de pouco mais de 103 mil habitantes no Recôncavo Baiano — repete um problema que atinge cidades de diferentes portes no Brasil. A falta de planejamento de longo prazo para a infraestrutura funerária municipal costuma resultar em crises pontuais que exigem soluções emergenciais, muitas vezes custosas e demoradas.







