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Ponte Salvador-Itaparica ganha nova etapa com chegada de balsa

Estrutura vai apoiar obras no mar; ligação de 12,4 km deve reduzir viagens para praias do baixo-sul baiano

Redação ChicoSabeTudo
25 de agosto, 2026 · 06:50 2 min de leitura

A construção da ponte Salvador-Itaparica entrou em uma nova fase. Na última semana, chegou ao local da obra a balsa Belov Jaguaribe, que vai servir de estrutura de apoio para os trabalhos que serão feitos no mar.

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A embarcação tem 77 metros de comprimento, 22,4 metros de largura e capacidade para carregar mais de 5 mil toneladas, segundo dado técnico confirmado por Eracy Lafuente, secretário da Casa Civil. A estrutura conta ainda com dois guindastes de grande porte, que serão usados para cravar as estacas que vão sustentar a ponte.

Quando ficar pronta, a ponte vai ligar Salvador a Itaparica sem depender do ferry-boat ou de estradas como a BR-324, mudando a forma como moradores e turistas se deslocam até praias do Recôncavo e do baixo-sul baiano.

A obra tem 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos e deve se tornar a maior ponte da América Latina. O investimento previsto é de cerca de R$ 12 bilhões. A previsão é que as obras sejam concluídas no fim do primeiro semestre de 2031.

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Com a nova via, algumas distâncias devem cair de forma significativa. A viagem entre Salvador e Itacaré, hoje de 6 horas e 31 minutos, passaria a levar pouco mais de 5 horas, com a distância caindo de 392 km para 250 km. Já o trajeto até Barra Grande, na Península de Maraú, cairia de 7h32 para 6h11.

A ponte faz parte do Sistema Rodoviário Salvador-Itaparica, apontado como um dos maiores investimentos em infraestrutura do país. O projeto também prevê 4,4 quilômetros de vias estruturadas em Salvador, uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 quilômetros da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil.

O contrato de concessão do empreendimento tem duração total de 35 anos: um ano é destinado a estudos e obtenção de licenças, cinco anos são reservados à construção, e os 29 anos restantes correspondem à operação e manutenção sob concessão.

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