A construção da Ponte Salvador-Itaparica tem 15 estacas instaladas no trecho marítimo destinado ao vão central. O trabalho ocorre na Baía de Todos-os-Santos, enquanto outras frentes seguem em canteiros terrestres. As estacas vão sustentar a montagem de uma central de concreto no mar.
Mateus Dias, secretário extraordinário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica, disse que a implantação da central é decisiva para a execução do vão central, apontado por ele como parte do caminho crítico do empreendimento.
Esse vão terá 682 metros. Conforme o projeto, a abertura foi dimensionada para preservar a navegação e manter a circulação de embarcações grandes pela baía.
A Balsa Jaguaribe participa da operação. Com 77 metros de comprimento, ela conta com equipamentos para orientar a colocação das estacas, além de martelos vibratório e de percussão. A estrutura também reúne dois guindastes, capazes de levantar 150 e 320 toneladas.
Outro reforço previsto é o navio Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, apresentado como o maior navio de cravação de estacas do mundo. A embarcação saiu do terminal de comércio exterior do Porto de Lüsi, em Jiangsu, na China, e tem chegada ao Brasil estimada para novembro.
O equipamento mede 130,5 metros e possui uma estrutura de cravação com 156 metros. Sua capacidade de içamento chega a 700 toneladas, e a operação pode ocorrer em profundidades de até 70 metros. No projeto baiano, ele deverá atuar em área com fundações previstas para águas de até 64 metros.
Em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, a Plataforma Linear Provisória está sendo montada para dar mais eficiência aos serviços no mar. O canteiro de Jequitaia, em Salvador, será usado nas funções administrativa e operacional. Já a unidade de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, ficará concentrada na produção, preparação e guarda de materiais e equipamentos.
A ponte terá 12,4 quilômetros sobre o mar e integrará o Sistema Viário Oeste. O plano inclui intervenções nos acessos de Salvador e Vera Cruz, com 4,4 quilômetros de estruturas entre Calçada e Água de Meninos, além de uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 quilômetros da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil.
A obra é uma Parceria Público-Privada, integra o Novo PAC e tem previsão de R$ 11,6 bilhões, conforme a pauta oficial. O Governo Federal responde por R$ 3 bilhões, o Governo da Bahia por R$ 3,1 bilhões e a iniciativa privada por R$ 5,5 bilhões. A execução está a cargo da Concessionária Dois de Julho, formada pela CCECC e pela CCCC.







