Um pinguim foi encontrado na manhã desta segunda-feira (6) na área portuária localizada no bairro do Comércio, em Salvador. O animal não apresentava ferimentos visíveis e foi resgatado com sucesso pelas equipes responsáveis pelo local.
Segundo informações divulgadas pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a ação foi conduzida pela equipe da Gerência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (GMAST), em parceria com a TEMIS — empresa contratada pelo órgão para atividades de monitoramento ambiental — e contou ainda com apoio da OceanPact.
Após o resgate, os agentes acionaram o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para dar continuidade aos procedimentos de avaliação e manejo do animal. Até o momento, não há informações sobre o motivo pelo qual o pinguim foi encontrado naquele ponto específico da cidade.
Não é a primeira vez que um pinguim aparece em Salvador. Em junho de 2024, um exemplar foi encontrado à noite na praia de Itapuã por populares que estavam no local por volta das 21h. O animal foi resgatado e encaminhado para o Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), no bairro de Pituaçu. Antes disso, em 2015, um pinguim-de-Magalhães debilitado foi localizado na praia do Canta Galo, no bairro da Calçada, segundo informações divulgadas pelo portal A TARDE.
Em 2025, o IMA já contabilizou 27 ocorrências de encalhe de pinguins, vivos e mortos, em praias baianas. A instituição alerta que, ao encontrar um animal da espécie, a pessoa não deve devolvê-lo ao mar, colocá-lo em vasilhas com água ou gelo, tocá-lo ou tentar alimentá-lo.
Os pinguins-de-Magalhães migram da Patagônia argentina para o litoral brasileiro durante o inverno em busca de águas mais quentes. A longa viagem deixa os animais cansados e vulneráveis, e entre as principais causas de morte estão a falta de alimento, a hipotermia, doenças e interações com atividades humanas, como a pesca.
No inverno, a ave migra para a costa brasileira rumo às regiões sul e sudeste, mas existem relatos de que algumas delas alcançam o litoral do Nordeste. Os exemplares jovens são os que mais costumam aparecer nas praias brasileiras, pois ainda não possuem experiência suficiente para enfrentar a longa viagem — e muitos chegam debilitados, desidratados e com baixo peso.
O inverno marca o período de chegada dos pinguins ao litoral brasileiro, e cada resgate, segundo especialistas, contribui para a recuperação dos animais debilitados e para a coleta de informações importantes sobre a conservação da espécie.
O portal A TARDE tentou contato com o Inema e com o Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), mas não obteve retorno até o momento da publicação. A espécie e o estado de saúde do animal resgatado nesta segunda-feira no Comércio ainda não foram oficialmente confirmados.







