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Pinguim aparece em área portuária de Salvador e é resgatado pela Codeba

Animal foi encontrado sem ferimentos aparentes no bairro do Comércio; Inema foi acionado para avaliação — e não é a primeira vez que a espécie aparece na capital baiana

Redação ChicoSabeTudo
06 de julho, 2026 · 13:07 2 min de leitura
Pinguim resgatado em área portuária de Salvador, no bairro do Comércio
Pinguim resgatado em área portuária de Salvador, no bairro do Comércio

Um pinguim foi encontrado na manhã desta segunda-feira (6) na área portuária localizada no bairro do Comércio, em Salvador. O animal não apresentava ferimentos visíveis e foi resgatado com sucesso pelas equipes responsáveis pelo local.

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Segundo informações divulgadas pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a ação foi conduzida pela equipe da Gerência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (GMAST), em parceria com a TEMIS — empresa contratada pelo órgão para atividades de monitoramento ambiental — e contou ainda com apoio da OceanPact.

Após o resgate, os agentes acionaram o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para dar continuidade aos procedimentos de avaliação e manejo do animal. Até o momento, não há informações sobre o motivo pelo qual o pinguim foi encontrado naquele ponto específico da cidade.

Não é a primeira vez que um pinguim aparece em Salvador. Em junho de 2024, um exemplar foi encontrado à noite na praia de Itapuã por populares que estavam no local por volta das 21h. O animal foi resgatado e encaminhado para o Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), no bairro de Pituaçu. Antes disso, em 2015, um pinguim-de-Magalhães debilitado foi localizado na praia do Canta Galo, no bairro da Calçada, segundo informações divulgadas pelo portal A TARDE.

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Em 2025, o IMA já contabilizou 27 ocorrências de encalhe de pinguins, vivos e mortos, em praias baianas. A instituição alerta que, ao encontrar um animal da espécie, a pessoa não deve devolvê-lo ao mar, colocá-lo em vasilhas com água ou gelo, tocá-lo ou tentar alimentá-lo.

Os pinguins-de-Magalhães migram da Patagônia argentina para o litoral brasileiro durante o inverno em busca de águas mais quentes. A longa viagem deixa os animais cansados e vulneráveis, e entre as principais causas de morte estão a falta de alimento, a hipotermia, doenças e interações com atividades humanas, como a pesca.

No inverno, a ave migra para a costa brasileira rumo às regiões sul e sudeste, mas existem relatos de que algumas delas alcançam o litoral do Nordeste. Os exemplares jovens são os que mais costumam aparecer nas praias brasileiras, pois ainda não possuem experiência suficiente para enfrentar a longa viagem — e muitos chegam debilitados, desidratados e com baixo peso.

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O inverno marca o período de chegada dos pinguins ao litoral brasileiro, e cada resgate, segundo especialistas, contribui para a recuperação dos animais debilitados e para a coleta de informações importantes sobre a conservação da espécie.

O portal A TARDE tentou contato com o Inema e com o Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), mas não obteve retorno até o momento da publicação. A espécie e o estado de saúde do animal resgatado nesta segunda-feira no Comércio ainda não foram oficialmente confirmados.

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