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Creches Gigantinhos de Maceió usam o mês de maio para ensinar crianças a reconhecer e denunciar violência sexual

O Instituto Igeve levou oficinas, materiais informativos e atividades lúdicas às 10 unidades que administra na capital alagoana, envolvendo alunos, famílias e funcionários.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
29 de maio, 2026 · 18:03 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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As 10 unidades Gigantinhos administradas pelo Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (Igeve) em Maceió (AL) participaram, durante todo o mês de maio, da Campanha Nacional de Conscientização e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Oficinas, informativos e atividades lúdicas foram adaptados às diferentes faixas etárias dos alunos, das famílias e da comunidade escolar.

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O Maio Laranja é uma campanha nacional instituída pela Lei nº 14.432/2022, realizada ao longo do mês de maio no Brasil para conscientizar e mobilizar a sociedade no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha chega à sua 26ª edição em meio ao agravamento dos indicadores de violência e à insuficiência das estruturas públicas de proteção.

Segundo informações divulgadas pelo Igeve, a coordenadora pedagógica da instituição, Emilene Baptista, explica que a iniciativa partiu da premissa de que "educar também é proteger". Ela afirma que famílias, equipe de trabalho e comunidade escolar tiveram acesso, desde o início do mês, a orientações sobre o tema e aos canais oficiais de denúncia. A diretoria também reforçou, para funcionários e prestadores de serviço, a importância de estar atento ao desenvolvimento das crianças e a possíveis sinais de violência.

Na unidade Gigantinhos Antares, de acordo com a diretora Aline Lacerda, o projeto proporcionou "momentos de diálogo, cuidado e aprendizagem junto às crianças". Ela destacou o envolvimento dos alunos nas propostas, especialmente nas atividades voltadas ao reconhecimento do próprio corpo, à construção de vínculos de confiança e à valorização da escuta. Para a diretora, trabalhar o tema desde a Educação Infantil é essencial para fortalecer ações de proteção dentro do ambiente escolar.

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Na unidade Ponta da Terra, a coordenadora pedagógica Cláudia Vieira relatou que foi possível receber, das famílias, relatos sobre o que as crianças aprenderam. Entre as ferramentas usadas estiveram o "Semáforo do Corpo" e o musical "O corpinho é meu", que auxiliam as crianças a identificar situações de cuidado, atenção e proteção.

Quando pais, familiares, responsáveis e professores entendem os sinais de alerta, aumentam as chances de interromper a violência precocemente. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo de determinadas pessoas, agressividade, tristeza constante, queda no rendimento escolar e sexualização precoce podem indicar que algo não está bem.

Segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país registra atualmente uma média de 150 estupros de vulnerável por dia. Dados do Disque 100 mostram que as denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes no Brasil têm crescido nos últimos anos. Só em 2024, foram mais de 18 mil denúncias — um aumento de quase 200% em relação a 2020. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima.

O Igeve, organização sem fins lucrativos, é responsável pela gestão pedagógica e operacional das 10 unidades Gigantinhos nos bairros Antares, Santos Dumont, Ponta da Terra, Chã da Jaqueira, Tabuleiro do Martins, Feitosa, Garça Torta, Novo Jardim, Salvador Lyra e Morada do Planalto, segundo informações divulgadas pela instituição. O Instituto atende, ao todo, aproximadamente 35 mil crianças de zero a quatro anos e 11 meses em municípios de Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em Maceió, são 5.771 crianças assistidas.

Lançado em março de 2024, o programa Gigantinhos, da Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), representa uma das iniciativas mais transformadoras para a Educação Infantil da história de Alagoas, reduzindo a carência histórica de vagas em creches na capital alagoana, com a oferta de unidades climatizadas, novas, com estrutura completa e, parte delas, com ensino bilíngue e tempo integral. O programa fez com que o número de vagas ofertadas na Educação Infantil em Maceió passasse de cerca de 9 mil em 2020 para em torno de 22 mil em 2026.

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