Uma denúncia anônima levantou suspeitas sobre a forma como o Colégio Antônio Vieira, escola particular de Salvador, lida com casos de bullying entre estudantes. Segundo o relato, apurado pelo programa BNews Agora, da rádio Itapoan FM, a instituição estaria punindo vítimas em vez de proteger quem sofre a violência.
De acordo com o denunciante, que preferiu não se identificar, colegas teriam colocado laxante na bebida de um estudante. Ao perceber o que havia acontecido, depois de passar mal e ser avisado por outro aluno, o menino teria ameaçado revidar contra os responsáveis. Mesmo sem cumprir a ameaça, ele foi chamado à diretoria e expulso da escola, segundo a denúncia.
A assessoria do Colégio Antônio Vieira nega que esse caso específico tenha ocorrido na instituição.
Outros relatos mencionados na denúncia dão conta de crianças levadas a salas de aula na presença de três professores simultaneamente, em situações descritas como pressão para admitir fatos que não teriam acontecido. A escola também nega essa prática.
Procurado, o Colégio Antônio Vieira informou que acompanha de perto todas as denúncias recebidas e reafirmou que nenhuma expulsão ocorreu pelos motivos apontados.
Não é a primeira vez que a instituição se vê envolvida em polêmicas ligadas à conduta de alunos. Em 2018, veio à tona que estudantes trocavam mensagens ofensivas contra mulheres e indígenas em um grupo de WhatsApp com cerca de 120 integrantes, além de supostas ameaças a uma professora.
Mais recentemente, em fevereiro deste ano, a mãe de um adolescente autista denunciou ao BNews a expulsão do filho, matriculado na escola havia seis anos, alegando que ele não teve direito de defesa após um episódio de desorganização em sala de aula.
Em contraponto às denúncias, o Vieira mantém ações voltadas ao combate ao bullying. Em junho, o colégio promoveu atividades do Plano de Acompanhamento do Estudante, com participação de mães, tratando de temas como combate ao bullying e valorização da família. Há um ano, o Ministério Público da Bahia, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação, esteve na escola para dialogar com 600 estudantes sobre os riscos do bullying e do ciberbullying, alertando sobre responsabilidades cíveis, administrativas e criminais ligadas ao assédio moral.







