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Vitória quase foi vendido ao PSV em 2001, revela ex-presidente Paulo Carneiro

Em 2001, o ex-presidente Paulo Carneiro quase vendeu o Vitória para o grupo que administrava o PSV, da Holanda. A negociação avançada, com viagens e apresentações, caiu por terra após uma má fase do clube holandês e a demissão de seu presidente.

Redação ChicoSabeTudo
24 de janeiro, 2026 · 21:18 3 min de leitura
Foto: Reprodução/Zona Mista
Foto: Reprodução/Zona Mista

Enquanto a torcida do Vitória sonha com a transformação do clube em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e a possível chegada de investidores como o QSI, grupo que hoje comanda o PSG, uma história de quase venda veio à tona. O ex-presidente Paulo Carneiro contou, em uma entrevista ao canal Zona Mista, no YouTube, que há mais de duas décadas, o Leão esteve muito perto de ser comprado pelo grupo que administrava o PSV, da Holanda, um dos gigantes do futebol europeu.

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Carneiro mergulhou na memória para compartilhar os detalhes dessa negociação que quase mudou o rumo do clube baiano. Na época, o Vitória já era uma S.A., o que facilitava a busca por investidores. Ele lembrou que, em 2001, o plano era ambicioso: vender o clube para a Philips, empresa dona do PSV naquele período.

A viagem à Holanda e a apresentação do Leão

O ex-presidente detalhou a jornada que fez até a Holanda para apresentar o Vitória aos executivos da Philips. Ele viajou acompanhado de Leonardo Lenz, sócio de Edgar, e levou um relatório completo, redigido em inglês, para o conselho da empresa. A ocasião foi marcada por um jantar de boas-vindas na chegada, e a seriedade da negociação era evidente.

“Em 2001, eu quis vender o Vitória para o PSV, da Holanda. O Vitória já era S.A. E eu viajei com o sócio de Edgar, Leonardo Lenz, e eu fui convidado pela Phillips, que era a dona do PSV, para apresentar o board da Phillips o Vitória. Eu viajei, eu tenho esse caderno em inglês ainda, apresentando o Vitória para o board. Fizeram um jantar para mim na minha chegada. Meu filho hoje tem 37, 38 anos, viajou comigo, era menino, estou falando de 2001. Eu fui para vender o Vitória para o PSV, que era o clube da Philips. E apresentei ao board”, contou Carneiro na entrevista.

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Além da apresentação na Europa, Carneiro revelou que trouxe representantes do clube holandês para o Brasil. Um desses executivos, Frank Yarnes, apaixonou-se pelo Vitória após assistir a um jogo em Camaçari, na Bahia. Foi Yarnes quem impulsionou o interesse do PSV em concretizar a compra.

Um revés em campo que derrubou o negócio

Contudo, o destino do negócio tomou um rumo inesperado e, ironicamente, foi selado dentro de campo. Carneiro explicou que, logo após sua apresentação, ele acompanhou um jogo crucial do PSV contra a Lazio, da Itália, pela Liga dos Campeões. O time holandês perdeu em casa por 1 a 0. Essa derrota marcou o início de uma sequência negativa.

“...no outro dia tem um jogo do PSV com a Lazio, da Itália pela Liga dos Campeões, aí vejo o que é o resultado do futebol. Ele perdeu em casa da Lazio, 1 a 0, e a diante passaram três meses só perdendo. O presidente caiu, e meu negócio caiu junto”, lamentou o ex-presidente.

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A crise de resultados fez com que o presidente do PSV da época fosse demitido, e com ele, a negociação para a venda do Vitória desmoronou. O que era um plano avançado e promissor, com direito a viagens e apresentações formais, acabou engavetado por causa de uma má fase no futebol.

Essa lembrança de Paulo Carneiro mostra como o Vitória esteve à beira de uma parceria internacional grandiosa, em um período onde o conceito de SAF ainda não era tão discutido no futebol brasileiro. Uma história que, hoje, contrasta com a busca atual do clube por investidores para fortalecer sua estrutura e voltar aos dias de glória.

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