Uma excelente notícia marcou o início de 2026 para a equipe feminina do Vitória. As 'Leoas' garantiram um lugar na Série A1 do Campeonato Brasileiro, a elite do futebol feminino nacional. Essa conquista, que veio de forma um tanto inesperada, muda completamente o cenário e o planejamento do clube para a temporada.
A vaga na primeira divisão foi herdada pelo Rubro-Negro baiano após a desistência do Real Brasília. O Vitória terminou a Série A2 de 2025 na quinta colocação, sendo o melhor time entre os que não conseguiram o acesso direto. Além das Leoas, o Mixto, que ficou em sexto lugar na Série A2, também vai disputar a Série A1. Isso aconteceu porque o Fortaleza, que havia conquistado o acesso em campo, perdeu o prazo estipulado pela CBF para confirmar sua participação.
Com essa reviravolta, a diretoria do Vitória, que retomou o futebol feminino em 2022 na gestão do presidente Fábio Mota, precisou ajustar rapidamente seus planos. Em uma conversa com o Bahia Notícias, Many Gleize, a gerente de futebol feminino do clube, explicou que a montagem do elenco já estava em andamento, mas precisou ser recalibrada.
“Já estávamos com o elenco 60% fechado para a Série A2, mas estamos buscando reforços com a confirmação da vaga”, afirmou a dirigente, ressaltando que o principal objetivo agora é elevar o nível competitivo da equipe para a nova realidade.
Sobre a comissão técnica, a ideia é manter a base que vinha desenvolvendo um bom trabalho nos últimos anos. As mudanças, segundo Many, serão pontuais e focadas em fortalecer a estrutura de apoio.
“A comissão se mantém, vamos somente contratar um treinador de goleiras e um roupeiro”, detalhou a gerente.
Desafios e apoio financeiro no futebol feminino
As dificuldades que levaram Real Brasília e Fortaleza a desistirem da Série A1 mostram um cenário comum no futebol feminino brasileiro: os desafios financeiros. Diante disso, a participação das Leoas na elite exigiu uma atenção especial ao planejamento das finanças.
De acordo com Many Gleize, o Vitória já tinha uma previsão de orçamento para a modalidade e conseguiu ampliar suas parcerias depois que a vaga na Série A1 foi confirmada. “O presidente buscou patrocinadores do time masculino para também patrocinar o feminino e já tínhamos um valor definido no orçamento”, explicou.
Um dos apoios financeiros que se destacam é o da Fatal Model. A empresa, que não estampa mais a camisa do time masculino nesta temporada, continua como patrocinadora da equipe feminina, conforme anunciado pelo presidente Fábio Mota. Many Gleize também abordou o debate ético em torno de uma plataforma de acompanhantes patrocinar uma equipe feminina.
“A Fatal Model foi patrocinadora do time masculino no momento mais difícil, que foi a Série C. Temos o maior carinho e respeito por eles e aceitamos de bom grado a ajuda financeira que ele vai dar ao feminino”, afirmou a dirigente, destacando a importância da parceria em um momento delicado da história recente do clube.
A gerente mostra otimismo para a temporada de 2026. Many destacou o apoio institucional, a estrutura que o clube oferece e o processo de reconstrução que começou com o retorno da modalidade ao Vitória.
“O clube vem se reconstruindo desde o retorno da modalidade em 2022. Temos apoio, temos estrutura e financeiramente estamos crescendo ano após ano”, completou, cheia de expectativas.
Com a entrada do Vitória e do Mixto, a Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 terá 18 clubes. A elite nacional reunirá grandes forças do futebol brasileiro, como Bahia, Corinthians, Palmeiras, Flamengo e São Paulo. O Corinthians, aliás, é o atual campeão, após vencer o Cruzeiro na final da temporada passada.







