O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, afirmou que o clube estima perda equivalente a 15% da receita caso os acordos com casas de apostas sejam afetados. A declaração foi dada ao Bahia Notícias, em meio às discussões sobre a proibição das bets no Brasil. [F1.a; F1.b; F2.a]
Segundo Mota, a redução pode piorar a situação de clubes que têm dívidas parceladas com órgãos federais. Ele alertou que a inadimplência pode fazer os clubes perderem as garantias dos acordos. [F1.e; F1.f]
A declaração ocorreu durante as conversas entre o Governo Federal e os clubes sobre uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para a reorganização financeira de equipes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Mota explicou que a proposta seria voltada à renegociação de débitos, e não ao repasse direto de dinheiro. [F1.c; F1.d]
Entre as dívidas citadas estão pendências com a Receita Federal, o FGTS e o INSS. A cobertura do Bahia Notícias informou que o modelo ainda estava em elaboração e poderia ter participação do BNDES, com prazo de pagamento de até 20 anos e carência de dois anos. [F1.e; F2.g]
Os recursos discutidos não poderiam ser destinados a salários correntes, contratações de jogadores ou outras despesas rotineiras dos clubes. [F2.h]
Fábio Mota também defendeu uma alternativa à proibição total. Para ele, o setor deveria ter fiscalização, regras, barreiras e monitoramento. “O Vitória acha que não é proibindo que você consegue resolver o problema das bets. Eu acho que é fiscalizando, criando medidas fiscalizáveis, criando barreiras, monitoramentos. E o Vitória mesmo perde muito. O Vitória perde 15% só de receita”, afirmou. [F1.g; F1.c1]
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