O Esporte Clube Vitória, da Bahia, está dando um passo estratégico importante para fortalecer suas finanças e otimizar a gestão de seus talentos. O clube anunciou a criação de um novo departamento, focado exclusivamente na negociação de jogadores diretamente com o futebol europeu e asiático. A iniciativa visa reduzir a dependência de intermediários e garantir que uma maior fatia das vendas fique com o Leão.
Essa nova estrutura, que contará com um profissional dedicado para liderar o setor, surge em um momento em que o clube enxerga um aumento significativo de seus “ativos” – como são chamados os atletas com potencial de venda. A ideia é que o Vitória prepare o material dos jogadores e os ofereça proativamente aos mercados globais, em vez de esperar por propostas.
Estratégia para Valorizar Atletas e Gerar Receita
Em entrevista coletiva, o presidente Fábio Mota explicou a mudança e a importância dela para o futuro do time.
“Nós estamos criando um setor novo dentro da diretoria de futebol. Hoje o Vitória tem muitos ativos, e quando eu cheguei não tinha. A gente fechou o empréstimo de Léo Naldi por 500 mil para o Novorizontino, (Willean) Lepo para o Criciúma, não emprestamos o Machado ainda porque não resolvemos para onde vamos levar. São ativos que geram receita para o clube”, disse Fábio Mota.
O presidente destacou que o clube já tem movimentado esses atletas que estão emprestados, transformando-os em fontes de receita. A negociação de Léo Naldi por R$ 500 mil para o Novorizontino e o empréstimo de Willean Lepo para o Criciúma são exemplos dessa estratégia de valorização, que agora ganhará um braço ainda mais especializado.
A montagem de um setor de vendas é um movimento crucial para clubes que buscam maior autonomia no mercado de transferências. Ao criar uma equipe interna, o Vitória poderá ter mais controle sobre o processo, desde a apresentação dos jogadores até a finalização dos acordos.
“A gente está criando um setor específico de vendas, que é onde vamos fazer o material dos atletas, e o Vitória vai começar a oferecer isso, principalmente para o mercado europeu e asiático. Hoje você fica sempre refém de alguém para vender para você, e a partir desse ano vamos tentar vender direto, criamos esse setor e estamos contratando um profissional. Os clubes nordestinos precisam vender para sobreviver, mais do que os outros”, completou Mota.
A fala de Mota sublinha uma realidade comum entre os clubes do Nordeste brasileiro: a necessidade de ter uma forte política de vendas para garantir a saúde financeira. Ao se posicionar diretamente no mercado internacional, o Vitória busca não apenas sobreviver, mas prosperar, investindo em sua base e construindo um ciclo virtuoso de revelação e comercialização de atletas.
Com essa nova estrutura, o Esporte Clube Vitória espera maximizar os lucros com suas joias, transformando o potencial de seus jogadores em um fluxo constante de recursos para o desenvolvimento do clube.







