A derrota do Mirassol por 2 a 1 para o Bahia terminou em revolta generalizada contra a arbitragem. O executivo de futebol do clube paulista, Paulinho, não poupou críticas ao árbitro Paulo César Zanovelli e afirmou que o que aconteceu em campo foi uma das maiores vergonhas que já presenciou no esporte.
O dirigente ficou indignado com a postura do juiz e relatou um episódio grave durante a partida. Segundo Paulinho, Zanovelli teria dito a um atleta do Mirassol que ele deveria ir "chorar no vestiário", frase que gerou profunda indignação na diretoria e nos jogadores.
Para o executivo, um profissional que age dessa maneira não tem condições de continuar apitando partidas oficiais. Ele destacou que a arbitragem conseguiu tirar o foco do time e fez com que os profissionais perdessem o entusiasmo pelo trabalho, criticando também a falta de diálogo e a postura agressiva dos bandeirinhas.
O vice-presidente do clube, Juninho Antunes, reforçou o desabafo e revelou que já teve reuniões recentes na CBF para questionar erros cometidos contra a equipe. Segundo ele, o Mirassol tem sido prejudicado sistematicamente pelo VAR e as promessas de melhoria feitas pela comissão de arbitragem não estão sendo cumpridas.
Antunes afirmou que ligou para o presidente da comissão de arbitragem, Rodrigo Cintra, logo após o apito final. O dirigente cobrou igualdade nas decisões e lamentou que, mesmo após diversas reuniões na sede da entidade máxima do futebol brasileiro, os erros continuem afetando os resultados do time.
Apesar das graves acusações de Paulinho sobre a frase dita no campo, o árbitro Paulo César Zanovelli negou as declarações na súmula e relatou que sofreu ameaças. A diretoria do Mirassol garantiu que não vai se calar e que continuará buscando seus direitos junto à CBF.







