Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Esportes

Técnicos estrangeiros têm 20% mais paciência dos dirigentes que brasileiros, revela estudo

Levantamento mostra que treinadores de fora caem com rendimento muito menor do que profissionais locais no futebol brasileiro

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
24 de março, 2026 · 22:09 1 min de leitura

Os treinadores brasileiros precisam apresentar resultados muito melhores que os estrangeiros para manterem seus empregos. Um estudo inédito do Bolavip Brasil comprovou que os dirigentes de clubes da Série A têm 20% mais tolerância com profissionais de fora do país quando os resultados negativos aparecem.

Publicidade

O levantamento analisou as 100 passagens mais longas de técnicos que terminaram em demissão entre 2019 e 2024. Os números mostram que, enquanto o brasileiro é demitido com um aproveitamento médio de 42,5%, o estrangeiro só perde o cargo quando o rendimento despenca para 34,1%.

A diferença fica nítida quando observamos casos extremos. Apenas técnicos estrangeiros conseguiram ser mantidos no cargo com aproveitamentos baixíssimos, abaixo de 20%. Gabriel Milito no Atlético-MG e Juan Vojvoda no Fortaleza são exemplos de profissionais que continuaram trabalhando mesmo após sequências muito ruins de pontos.

Por outro lado, o técnico brasileiro sente o peso da mão dos dirigentes muito mais cedo. Nomes conhecidos como Rogério Ceni e Filipe Luís já foram demitidos mesmo apresentando aproveitamentos superiores a 50% ou 60% em seus últimos jogos, algo que raramente acontece com quem vem de fora.

Publicidade

A pesquisa considerou 28 clubes que passaram pela elite do futebol nacional nos últimos anos. A média geral para que um presidente de clube decida pela troca do comando técnico no Brasil é de 41,4% de aproveitamento nas dez partidas que antecedem a demissão.

O estudo reforça a percepção de que existe um prestígio maior para quem tem passaporte estrangeiro. Enquanto Enderson Moreira acumulou quatro demissões no período, mesmo com média de 55,8% de pontos, os gringos garantem uma sobrevida maior mesmo em fases de crise aguda.

Leia também