O Esporte Clube Bahia tem novamente maioria de profissionais baianos entre os seus diretores. O reequilíbrio na composição do alto escalão do clube ocorreu com a chegada de Lênin Franco para assumir o departamento de Marketing e Negócios, conforme informações divulgadas pelo portal Bahia Notícias.
Com a contratação do soteropolitano, seis dos onze cargos de diretoria passam a ser ocupados por profissionais nascidos na Bahia. Os outros cinco departamentos seguem sob o comando de executivos vindos de outros estados do Brasil. Todos respondem internamente ao CEO do clube, Raul Aguirre.
Além de Lênin Franco, integram o grupo de baianos na diretoria: Luiz Carvalho (Tecnologia), Vitor Ferraz (Operações e Relações Institucionais), Charline Carolino (Recursos Humanos), Marcelo Stern (Jurídico) e Pedro Abeu (Financeiro), segundo a mesma fonte.
Completam a estrutura os diretores de outros estados: Cadu Santoro (Futebol), Marcelo Teixeira (Futebol de Base), Natalia Bittencourt (Saúde e Performance), Felippe Costa (Comunicação) e Rodrigo Borges (Infraestrutura).
Lênin Franco não é um nome novo no tricolor. O publicitário atuou no Bahia de 2013 a 2021, inicialmente como gerente de marketing e depois assumindo o departamento de negócios. No clube, foi responsável por alavancar receitas com novos patrocinadores, pelo reposicionamento da marca e pelo crescimento da TV Bahêa. Em 2020, chegou a ser premiado como melhor executivo de marketing na Conferência Nacional de Futebol (Conafut).
Depois de quase oito anos no Esquadrão, o executivo passou por Botafogo, Cruzeiro e, em 2023, assumiu a diretoria de marketing e comercial da CBF, onde liderou a renovação do contrato com a Nike. Mais recentemente, atuou como sócio da empresa 94 Marketing & Football antes de aceitar o convite para retornar a Salvador.
O retorno ao Bahia acontece pouco mais de cinco anos após sua saída, segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias. Com mais de duas décadas de experiência no mercado esportivo, Lênin chega num momento em que o clube segue estruturando sua operação sob o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), após a entrada do City Football Group em 2023.
A composição da diretoria reflete o desafio comum dos clubes brasileiros que adotaram o modelo SAF: equilibrar a expertise trazida por profissionais de fora com o conhecimento de quem entende a identidade e a torcida local — equação que o Bahia agora inclina, ao menos numericamente, para o lado baiano.







