O Esporte Clube Bahia precisa de, no mínimo, três grandes contratações para a temporada de 2026, com atletas do calibre de um Everton Ribeiro. Essa é a análise do radialista Silva Rocha sobre o atual desempenho do Esquadrão no mercado de transferências. Segundo ele, sem reforços de peso, o time baiano corre o risco de repetir atuações medianas, ficando novamente na briga por posições intermediárias no Campeonato Brasileiro e sem avançar nas fases decisivas de copas.
Até agora, o Bahia anunciou apenas dois novos nomes para o elenco: o lateral-direito Román Gomez, de 21 anos, que chegou do Estudiantes, da Argentina, e o atacante Kike Saverio, emprestado pelo Grêmio. Além disso, o clube negocia com o centroavante Alejo Véliz, de 22 anos, que atualmente joga no Tottenham, da Inglaterra. Para Silva Rocha, essas movimentações não são suficientes para o que o time precisa.
Reforços 'nível Everton' são cruciais, diz radialista
Durante sua participação no programa Arena Bnews, Silva Rocha não poupou críticas à estratégia de contratações do Bahia. Ele enfatizou que a chegada de jovens jogadores, embora importante, não resolve o problema da falta de experiência e qualidade em posições-chave. O radialista relembrou um alerta que já havia feito na janela de transferências anterior.
“Quantas contratações top você citou aí, o Bahia fez alguma? Não. Trouxe menino de 21 anos. Esse time do Bahia não rende de novo. Vou repetir o que disse na janela [de 2025] antes de fechar. Se não trouxer os tops, uns três pelo menos, nível Everton e companhia, não vai andar de novo, vai ficar no meeiro que tá. Sétimo, oitavo, sexto. Chega nas competições de mata-mata fica no caminho”, declarou Silva Rocha.
A preocupação do radialista se baseia na performance recente do time, que tem oscilado em campeonatos importantes. Ele argumenta que, para o Bahia dar um salto e realmente competir por títulos, é essencial investir em atletas com maior rodagem e capacidade de decisão.
Investimento é possível com apoio da torcida
Silva Rocha também apontou que o Bahia tem condições financeiras para buscar jogadores de alto nível. Ele destacou o engajamento da torcida, que sempre comparece em peso na Arena Fonte Nova, gerando uma receita significativa para o clube.
“Você tem que qualificar, principalmente o Bahia que tem como buscar o dinheiro, porque todo jogo é cinquenta mil [pessoas] na Arena Forte Nova, se o time tiver bem, dois milhões por jogo”, completou o radialista.
A fala de Silva Rocha levanta um debate importante sobre o planejamento do Esquadrão para a próxima temporada. Enquanto a diretoria busca reforçar o elenco com jovens talentos, a expectativa de parte da mídia e da torcida é que o clube invista em nomes mais consolidados para garantir um desempenho mais competitivo e almejar voos maiores em 2026.







