A cera, aquela velha tática de gastar tempo em campo, é um dos assuntos que mais tiram o sono de torcedores e irritam quem acompanha o futebol brasileiro. Após a vitória do Bahia sobre o Vasco, no último domingo, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, o técnico Rogério Ceni, da equipe baiana, levantou a voz e propôs uma solução bem direta para o problema.
Ceni não se conteve na coletiva de imprensa. Para ele, é fundamental criar uma nova regra que puna os jogadores que simulam lesões ou fazem cera de propósito. A ideia é simples: se um atleta tenta enganar o árbitro para ganhar alguns segundos, ele precisa ser advertido. Essa seria a única forma de fazer o jogo fluir melhor, na opinião do treinador.
“Se quiser melhorar o futebol brasileiro, tem que ter uma regra. Por exemplo: se um jogador fingir que levou um soco no rosto, e o impacto foi no peito, ele tem que ser advertido por tentar enganar o árbitro. Acho que só através disso”, disse Ceni, reforçando a necessidade de uma intervenção clara.
A discussão ganhou força depois de uma partida que teve nada menos que 11 minutos de acréscimos no segundo tempo – nove inicialmente e mais dois adicionados por conta da cera. Esse cenário, que se repete em diversos jogos pelo país, prejudica o espetáculo e a experiência de quem está assistindo, tanto no estádio quanto em casa.
Propostas de Rogério Ceni para um futebol mais ágil
- Advertência por Simulação: Punição para jogadores que fingem lesões ou tentam enganar a arbitragem para atrasar o jogo.
- Tempo de Reposição: Assim como já existe a contagem para o goleiro repor a bola, Ceni sugere que o mesmo seja aplicado para o tiro de meta e outras paralisações.
- Saída Temporária em Caso de Queda sem Lesão: Se um jogador cair e não tiver uma lesão real, ele deveria ser substituído ou ficar dois minutos fora, evitando a interrupção desnecessária da partida.
O treinador lembrou que, quando era jogador, também fazia cera, reconhecendo que essa é uma prática comum no esporte. No entanto, ele enfatiza que é possível evoluir para que o futebol se torne mais dinâmico e agradável para todos, especialmente para o torcedor, que é o grande motivador do espetáculo.
“Agora tem contagem para o goleiro repor a bola, mas e no tiro de meta? Isso tem que ser uma regra. Se o jogador cair e não tiver lesão, tem que ser substituído, dois minutos fora, tem que tomar providências para o jogo ficar mais ágil. Quando eu jogava, fazia, mas é do jogo. Dá para se melhorar bastante nisso, principalmente para o torcedor”, completou o técnico.
A sugestão de Ceni reacende o debate sobre a lentidão e as interrupções excessivas no futebol brasileiro, buscando alternativas para garantir mais tempo de bola rolando e um espetáculo contínuo para quem ama o esporte.







