As receitas dos esportes femininos devem atingir a marca de R$ 13,3 bilhões em 2025, conforme aponta um estudo realizado pela consultoria econômica Deloitte. O crescimento é atribuído especialmente ao basquete e ao futebol, que se destacam como os principais motores desse aumento nas receitas.
O desempenho do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 serviu como um marco importante para o fortalecimento do esporte feminino no país. Durante a competição, foram conquistadas 20 medalhas, das quais três de ouro foram obtidas por atletas mulheres, incluindo a medalha de prata da surfista Tatiana Weston-Webb.
Conforme Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, o avanço no interesse pelos esportes femininos se dá pela maior oferta de conteúdo nos meios de transmissão e pela crescente geração de atletas de destaque. O estudo da Women’s Sport Trust indicou que, no cenário atual, 80% das marcas estão dispostas a investir em esportes femininos nos próximos anos.
O futebol feminino, especificamente, tem se mostrado um campo fértil para inovações e crescimento, segundo Luiza Parreiras, gerente de futebol feminino do Internacional. O clube paulista já obteve R$ 3 milhões em receita apenas com bilheterias na última temporada. Para muitas marcas, o apoio ao futebol feminino é promissor tanto para o engajamento quanto para o retorno financeiro.
Além disso, o Campeonato Brasileiro Feminino de 2024 alcançou um público expressivo de 56,5 milhões de espectadores na Globo e na SporTV, refletindo a valorização da modalidade. Renê Salviano, CEO da Heatmap, destacou que o futebol feminino deve ser visto como um ativo estratégico para os clubes. A Brasil Ladies Cup também evidencia esse potencial de crescimento e envolvimento comercial.
As apostas no futebol feminino têm acompanhado essa tendência de crescimento; um estudo do Grupo Globo revelou que essa modalidade já é a segunda mais apostada no Brasil, com 31% do total de apostas. Anderson Nunes, Head de Negócios da Casa de Apostas, mencionou que esse novo comportamento dos apostadores reflete um consumo esportivo diversificado.
Por fim, o fortalecimento das categorias de base e projetos de formação foram reconhecidos como fundamentais para o crescimento duradouro do futebol feminino. Camila Estefano, gerente geral do projeto Estrelas, reforçou que a continuidade do investimento e da estruturação é chave para o futuro da modalidade no Brasil.







