A derrota do Bahia para o Palmeiras por 2 a 1 no último domingo (5) terminou com revolta geral da torcida e dos jogadores tricolores. O motivo foi o gol da vitória paulista aos 43 minutos do segundo tempo, validado pelo árbitro Lucas Casagrande após um lance polêmico na área.
No lance em questão, o zagueiro David Duarte foi derrubado por Gustavo Gómez dentro da pequena área antes da finalização. Mesmo com o empurrão evidente, Casagrande não marcou a falta e o VAR, comandado por Rodolpho Toski Marques, sequer chamou o juiz para revisar a jogada no monitor.
O histórico de Lucas Casagrande preocupa quem acompanha o Brasileirão. Em 2025, ele foi retirado das escalas da CBF após cometer erros grosseiros em uma partida entre Red Bull Bragantino e Grêmio, sendo enviado para um período obrigatório de reciclagem e treinamentos.
O responsável pelo VAR na partida também carrega polêmicas recentes. Rodolpho Toski Marques já foi afastado no Campeonato Mineiro por não revisar lances cruciais em um clássico entre Atlético e Cruzeiro, onde a própria Federação admitiu que houve erro de arbitragem.
A diretoria do Bahia demonstrou forte indignação com a postura da arbitragem ainda no campo. A falta de critério em lances decisivos volta a colocar em xeque a qualidade dos profissionais escalados pela CBF para os jogos da Série A.
Apesar das críticas, a CBF costuma tratar esses afastamentos apenas como "equívocos de interpretação". Na prática, os árbitros passam por reavaliações internas antes de serem liberados para apitar novos jogos na competição nacional.







