Petrolina voltou de Maceió com três medalhas no pescoço. Nos dias 24 e 25 de julho, uma delegação composta por nove atletas, três técnicos e um árbitro da cidade pernambucana disputou a 2ª etapa do Circuito Nordeste de Judô — a Copa Alagoas —, um torneio aberto a clubes e associações de todo o Brasil.
A competição reuniu mais de 700 judocas e colocou os sertanejos frente a adversários de diversas regiões do país. Das nove vagas preenchidas pela delegação, três resultaram em pódio — um aproveitamento de 33% em um evento de alto nível técnico.
Iranildo Antônio, da Academia Samurai, foi o destaque da equipe. Ele conquistou a prata na categoria sênior masculino acima de 100 kg. Já Lucas Liandro, vinculado ao IF-Sertão, garantiu o bronze no sênior masculino abaixo de 100 kg.
A terceira medalha veio da categoria de base. Maria Beatriz, do Instituto Izaque Moura, subiu ao pódio no sub-11 feminino, na faixa de peso até 34 kg, encerrando a participação de Petrolina com bronze também entre as mais jovens da competição.
Os atletas competiram nas categorias sub-11, sub-13, sub-15, cadete e sênior, tanto no masculino quanto no feminino, segundo informações divulgadas pelo Blog do Didi Galvão. O circuito, que integra a temporada 2026, passa ainda por João Pessoa, Aracaju e Fortaleza nas próximas etapas.
O técnico João Paulo Hipólito, que acompanhou a delegação em Maceió, falou sobre o que a experiência representa para o judô petrolinense. "Essa etapa de Alagoas nos surpreendeu com o alto nível técnico da competição, isso nos motiva a querer buscar mais medalhas e a fortalecer o judô de Petrolina", afirmou.
Hipólito também deixou claro o objetivo de longo prazo da comissão técnica local: manter os talentos no Sertão. "O nosso sonho é que os nossos alunos cheguem ao seu melhor nível e rendimento, sem precisar procurar os clubes do sul, estamos trabalhando para isso", concluiu o treinador.
O resultado reforça a tradição do judô em Petrolina. A cidade já conta com academias consolidadas e projetos de base que formam atletas competitivos em nível regional e nacional, como o Instituto Izaque Moura, que há anos envia representantes a competições de expressão no Nordeste.







