O diretor de futebol do Vitória, Sérgio Papellin, saiu em defesa de Marinho nesta sexta-feira (30) e destacou o papel do atacante dentro e fora de campo. Mesmo sem marcar gols em 13 partidas pelo clube em 2026, o jogador de 35 anos é visto pela diretoria como uma referência para o grupo.
"É um cara que fugiu um pouco do perfil que a gente buscava, mas é um líder no clube, o pessoal gosta muito dele", declarou Papellin em entrevista ao GE. O dirigente foi além e citou um lance específico da partida contra o Internacional como prova da utilidade do veterano. "Contra o Inter, ele cavou a expulsão do Bernabei, que era um jogador que estava agredindo muito a gente no jogo. Em alguns jogos ele vai nos ajudar muito."
A chegada de Marinho ao Barradão em 2026 não foi trivial. Segundo informações divulgadas pela fonte original, o atacante não estava nos planos iniciais do clube, que buscava um perfil diferente de reforço. O próprio Papellin admitiu a hesitação, mas ressaltou que o amor do jogador pelo Vitória pesou na decisão. Livre no mercado após deixar o Fortaleza, Marinho aceitou reduzir o salário para voltar ao Leão e receberá um valor fixo além de bonificação por metas alcançadas.
O retorno virou símbolo de entrega. No último domingo antes da contratação ser oficializada, o atacante foi até o Barradão e acompanhou de perto o clássico Ba-Vi no meio da torcida rubro-negra. Marinho assinou contrato de um ano, com salário fixo e bônus por produtividade. Caso atue em pelo menos 60% das partidas do Vitória na temporada, o vínculo será renovado automaticamente até 2027.
Na apresentação oficial, o próprio jogador deixou claro que o dinheiro não foi prioridade. "Nunca foi dinheiro. É amor mesmo", disse o atacante na ocasião. A relação de Papellin com Marinho vem de antes: os dois trabalharam juntos no Fortaleza, o que facilitou a negociação e aumentou a confiança do dirigente no compromisso do jogador.
A história de Marinho com o Vitória começou em 2016. Em sua marcante passagem pelo clube, por empréstimo junto ao Cruzeiro, o jogador foi peça fundamental na permanência do Leão na Série A naquele ano, sendo o artilheiro do clube com 21 gols em 43 jogos, além de 6 assistências. Esse legado explica por que a torcida rubro-negra nunca deixou de vê-lo como ídolo.
Agora, quase uma década depois, Marinho tenta provar que ainda tem espaço. Segundo a fonte original, o atacante passou por um período de recondicionamento físico após chegar ao clube e admite que ainda não está 100%. Papellin, porém, não cobra gols: cobra presença, atitude e liderança — e, segundo ele, o jogador tem entregado exatamente isso.







