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MP-BA encerra apuração sobre preços em camarote da Fonte Nova após empresas contestarem denúncia

Promotoria concluiu que não houve lesão a direitos do consumidor; operadora do Esquadrão Zone afirmou que a comparação de valores feita pela reclamante misturou produtos diferentes.

Redação ChicoSabeTudo
27 de junho, 2026 · 00:04 2 min de leitura
Vista interna do camarote Esquadrão Zone na Arena Fonte Nova, em Salvador
Vista interna do camarote Esquadrão Zone na Arena Fonte Nova, em Salvador

Uma torcedora foi ao Ministério Público da Bahia reclamar do que considerava cobrança abusiva em camarotes da Arena Fonte Nova durante dois jogos do Bahia pelo Campeonato Brasileiro de 2025. O caso foi apurado, analisado pelo Procon e encerrado — sem punição às empresas envolvidas.

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A denúncia comparou o valor cobrado nos jogos Bahia x Palmeiras, realizado em 28 de setembro de 2025, e Bahia x Flamengo, em 5 de outubro do mesmo ano. Segundo a consumidora, o espaço lounge custava R$ 400 na partida contra o Palmeiras e saltava para R$ 900 no duelo contra o Flamengo — diferença que ela classificou como "exorbitante" e que motivou o pedido de fiscalização.

Mas as empresas contestaram os números já na primeira manifestação. A administradora da Arena Fonte Nova, Fonte Nova Negócios e Participações S.A., informou ao MP-BA que não comercializava diretamente o produto citado e que os valores apontados na denúncia não correspondiam ao que ela praticava. Segundo a empresa, o preço por pessoa no jogo contra o Palmeiras teria sido de R$ 700, e não R$ 400.

O espaço em questão — chamado "Lounge Exclusivo + Poltrona VIP", dentro do Esquadrão Zone — é operado pela RML Eventos Esportivos Ltda., também conhecida como Soccer Hospitality. A empresa é referência nacional em camarotes esportivos e está presente em nove estádios brasileiros, entre eles Allianz Parque, Neo Química Arena e Morumbis, além da própria Arena Fonte Nova.

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A Soccer Hospitality negou qualquer aumento de preço para o mesmo serviço. De acordo com a empresa, a denúncia partiu de uma comparação entre produtos distintos: o valor de R$ 400 seria referente à Arquibancada VIP — que, segundo ela, manteve o mesmo preço nos dois jogos —, enquanto os R$ 900 diziam respeito ao pacote "Lounge Exclusivo + Poltrona VIP", com estrutura e experiências diferenciadas. A empresa também explicou que a precificação varia conforme o tipo de serviço ofertado, podendo incluir alimentação, bebidas e atrações específicas.

O Procon entrou no processo para checar se havia histórico de reclamações contra as empresas. Não encontrou nenhum registro nos 12 meses anteriores, entre 2024 e 2025. Mesmo assim, realizou fiscalização e solicitou justificativas para a variação de valores. Após analisar as manifestações, concluiu pela ausência de irregularidades e arquivou o caso em sua esfera administrativa.

Com base em todo o material reunido, a 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador acompanhou o entendimento. O promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos promoveu o arquivamento por não ter ficado demonstrada lesão a direitos coletivos ou individuais homogêneos, nem fundamento para propositura de ação civil pública. A promoção de arquivamento foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico na sexta-feira (26).

O caso, no entanto, ainda não está definitivamente encerrado. O documento de arquivamento deve ser encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público da Bahia, órgão responsável por analisar e deliberar sobre arquivamentos do MP estadual.

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