O presidente do Vitória, Fábio Mota, voltou a cobrar publicamente o Grêmio por uma dívida ligada à venda do zagueiro Wagner Leonardo. Em entrevista à Rádio Grenal, ele repetiu que o clube gaúcho deve US$ 2,5 milhões ao time baiano e chamou o Grêmio de "caloteiro".
Segundo Mota, o Vitória recebeu apenas a primeira parcela da negociação e não recebeu os pagamentos seguintes. Ele afirmou que, quando uma parcela fica 60 dias em atraso, todo o contrato vence antecipadamente, o que elevaria a dívida total para US$ 2,5 milhões.
O valor é contestado pelo Grêmio. O clube gaúcho reconhece a dívida, mas diz que o montante correto é de pouco mais de US$ 1 milhão, não US$ 2,5 milhões.
Mota afirmou ainda que tentou negociar diretamente com o presidente do Grêmio, Odorico Roman, por cerca de oito meses. Segundo o dirigente baiano, o Grêmio arrecadou mais de R$ 100 milhões em vendas de jogadores no período, mas não quitou o débito com o Vitória.
O presidente do Vitória relacionou o atraso a um rombo de R$ 15 milhões no orçamento do clube. Segundo ele, o time baiano contava com o dinheiro do Grêmio para pagar parcelas das contratações de Erick, junto ao São Paulo, e de Baralhas, junto ao Atlético-GO. Por causa do rombo, o Vitória suspendeu pagamentos de comissões a empresários e a outros clubes, além de discutir o reparcelamento de suas próprias dívidas.
Mota também citou um transfer ban aplicado pela Fifa ao Vitória. Segundo o dirigente, a medida ocorreu porque o contrato de Wagner Leonardo estava espelhado com o do Portimonense. Coberturas sobre o caso acrescentam que o clube português detinha 30% dos direitos econômicos do jogador e acionou a Fifa, levando o Vitória a quitar a pendência para retirar a restrição.
Sobre as medidas judiciais, o presidente do Vitória afirmou que o clube entrou na agência de Fair Play e fez a inscrição de duas parcelas da dívida. Segundo ele, a decisão sobre a execução deve sair em novembro. Já o Grêmio nega ter sido citado em processo judicial relacionado ao caso e afirma que a questão não está em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas.
O Grêmio já havia se manifestado sobre o episódio antes desta nova entrevista de Mota, contestando o valor da dívida e a versão sobre a presença da diretoria gremista no Barradão durante o jogo entre os dois clubes, disputado no dia 7 de setembro. Segundo o clube gaúcho, os dirigentes Rafael Lima e Paulo Pelaipe estiveram no estádio.
O Vitória venceu a partida entre os dois clubes no Barradão.
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