O Grêmio contestou publicamente as declarações do presidente do Vitória, Fábio Mota, sobre uma dívida ligada à contratação do zagueiro Wagner Leonardo. O clube gaúcho reconhece que existe uma pendência financeira com o time baiano, mas diz que o valor é menor do que o divulgado.
A polêmica começou depois que o Vitória venceu o Grêmio por 1 a 0, na segunda-feira (7), no estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador. A partida foi válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Wagner Leonardo estava relacionado pelo Grêmio, mas ficou como reserva.
Após o jogo, Fábio Mota chamou o Grêmio de "time caloteiro" e afirmou que seria uma injustiça o Vitória perder para o clube gaúcho em casa. O dirigente disse que a Justiça foi acionada para cobrar os valores da negociação de Wagner Leonardo e criticou a ausência de representantes do Grêmio no estádio.
Em resposta, o Grêmio afirma que o débito é de pouco mais de US$ 1 milhão, e não os US$ 2,5 milhões citados por Fábio Mota. Segundo o clube gaúcho, o Vitória teria antecipado junto a um fundo de investimentos o valor integral da transferência do jogador e precisaria repassar parte da quantia ao credor.
O Grêmio afirma ainda que os dois clubes negociaram uma solução para a dívida neste ano. Uma das propostas envolvia o retorno de Wagner Leonardo ao Vitória, com pagamento de uma quantia adicional para encerrar a pendência. O clube gaúcho diz ter concordado inicialmente com os termos e apresentado uma garantia bancária solicitada pelo Vitória, mas afirma que o time baiano desistiu da negociação depois disso.
Sobre a judicialização mencionada por Fábio Mota, o Grêmio nega que a dívida esteja em processo judicial e afirma que não foi citado em nenhuma ação relacionada ao débito. O clube também diz que a questão não foi levada à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão que, segundo o Grêmio, seria o canal adequado para tratar do caso.
Já sobre a crítica de que não havia dirigentes do Grêmio no Barradão, o clube gaúcho contesta a versão e afirma que o vice-presidente de futebol Rafael Lima e o executivo Paulo Pelaipe estavam presentes no estádio durante a partida.







