A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Bahia na Arena Fonte Nova continua rendendo fora das quatro linhas. Após o técnico Rogério Ceni classificar a arbitragem como vergonhosa, a presidente do time paulista, Leila Pereira, decidiu quebrar o silêncio e rebateu as críticas dos tricolores.
Durante um evento da CBF nesta segunda-feira (6), Leila afirmou que virou rotina adversários criarem escândalos quando perdem para o Palmeiras. Segundo a mandatária, o resultado em Salvador não teve qualquer interferência dos árbitros, contrariando a revolta do Esquadrão sobre um suposto empurrão de Gustavo Gómez no lance do segundo gol.
Leila aproveitou para cutucar a postura da diretoria do Bahia, afirmando que nunca terceiriza responsabilidades quando o seu time perde. Ela relembrou momentos em que o Palmeiras se sentiu prejudicado, mas preferiu focar em melhorias internas em vez de atacar a arbitragem publicamente.
Sobre as reclamações constantes de Abel Ferreira, a presidente foi direta: o treinador é punido em campo com cartões e julgamentos. Para ela, o futebol brasileiro é injusto porque dirigentes e jogadores que dão declarações pesadas em entrevistas acabam saindo impunes.
A confusão começou logo após o apito final na Fonte Nova, quando o diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, chegou a dizer que o árbitro da partida não apitaria mais na casa do tricolor. Ceni também disparou que o VAR decidiu o jogo a favor dos visitantes.
Com os ânimos acirrados, a discussão agora gira em torno da unificação das ligas e da conduta dos cartolas. Leila Pereira defende que a CBF aplique punições igualitárias para quem desrespeitar os profissionais do apito, independentemente do cargo que ocupam.







