Uma informação divulgada pelo jornalista João Gabriel Leiro, do Info Bahêa, acendeu o debate entre torcedores do Esporte Clube Bahia: o Grupo City estaria avaliando uma atualização no escudo do clube. Segundo o repórter, uma agência especializada vem trabalhando em um projeto de rebranding da identidade visual tricolor desde o início deste ano.
A movimentação nos bastidores foi confirmada também por outras fontes da imprensa esportiva. A conversa sobre o tema corre nos bastidores desde janeiro de 2026. Uma fonte afirmou que uma grande agência está trabalhando no rebranding do escudo do Bahia — "uma espécie de modernização, mas que não seria nada tão significativo".
O tema ganhou ainda mais força depois de uma reunião do Conselho Deliberativo da Associação, realizada na quarta-feira (18). Segundo informações divulgadas pelo Futebol Baiano, o encontro debateu alterações no Estatuto Social relacionadas às insígnias do clube. Uma das propostas seria elevar para 90% o quórum necessário para aprovar mudanças nos símbolos oficiais do Bahia — o que tornaria qualquer alteração ainda mais difícil de ser aprovada.
Qualquer mudança na identidade visual do Esquadrão de Aço precisa percorrer um caminho longo antes de ser efetivada. A associação civil Esporte Clube Bahia detém 10% da SAF e tem direitos preservados em contrato — incluindo o direito de veto caso a SAF deseje mudar escudo, uniforme, hino, nome ou mascote. Além disso, o Conselho de Administração da SAF tem o papel de fiscalizar e garantir o cumprimento do contrato firmado com o Grupo City, além da preservação da história, cores, escudo, hino e demais elementos identitários do clube.
Esse cenário não é novo. Já em 2022, quando as primeiras informações sobre a chegada do Grupo City ao Bahia circulavam, o então presidente Guilherme Bellintani foi a campo responder às dúvidas da torcida. Ele afirmou que o próprio contrato vetava mudanças no escudo e que "a única chance de haver mudança em nosso escudo é se houver concordância da associação".
Do ponto de vista estatutário, o caminho para alterar os símbolos do clube exige aprovação ampla dos sócios. O Estatuto Social prevê que as insígnias do clube somente poderão sofrer alterações mediante aprovação de três quartos dos sócios — e a proposta debatida no Conselho Deliberativo desta semana seria justamente elevar essa exigência para 90%, segundo a fonte original da notícia.
O Grupo City, que controla 90% da SAF do Bahia, teria como objetivo manter as características históricas do clube em qualquer eventual atualização. Ao longo de sua história, o Esquadrão já passou por pequenas revisões no escudo, mas sempre preservando os elementos que definem a identidade tricolor. Nenhuma mudança foi oficialmente confirmada até o momento.







