O torcedor baiano pode ficar sem ver de perto o duelo decisivo entre Jacuipense e Palmeiras pela quinta fase da Copa do Brasil. A diretoria do Leão do Sisal estuda mandar a partida de volta fora do estado devido à falta de estádios que atendam às exigências da CBF e à viabilidade financeira do confronto.
O principal problema é a capacidade de público. Para esta fase da competição, o regulamento exige estádios com no mínimo 10 mil lugares. O Valfredão, casa do Jacuipense em Riachão do Jacuípe, comporta apenas 5 mil pessoas e segue em obras de reforma, o que já o desqualifica automaticamente para o evento.
Outras opções tradicionais na Bahia também estão descartadas. O Estádio de Pituaçu, em Salvador, entrará em reforma no dia 6 de abril visando a Copa do Mundo Feminina de 2027. Já a Arena Cajueiro, em Feira de Santana, foi considerada inviável pela diretoria do clube para este porte de partida.
Com o jogo de ida marcado para São Paulo em abril, o Jacuipense tem até meados de maio para definir o local da volta. Além do prejuízo técnico de não jogar em casa, o clube avalia onde conseguirá o melhor retorno financeiro para cobrir os custos de logística e operação do jogo.
A situação preocupa não apenas para a Copa do Brasil, mas também para a sequência da temporada. O clube terá compromissos pela Série D do Brasileiro e pela Copa do Nordeste, enfrentando uma verdadeira maratona para encontrar campos disponíveis enquanto o Valfredão não fica pronto.







