A torcida do Bahia conhece bem o nome que aparece entre os maiores artilheiros do futebol chinês nesta temporada. O atacante Rafael Ratão, vendido pelo Tricolor para o Shanghai Shenhua no início de 2026, chegou ao 14º gol com a camisa do clube após marcar na goleada por 4 a 1 sobre o Qingdao Hainiu, pela 5ª rodada da Copa da China, segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde.
Com 14 gols em 22 jogos disputados, Ratão aparece na segunda posição entre os maiores goleadores da temporada no futebol chinês, considerando todas as competições. Ele está apenas um gol atrás do líder Oscar Taty Maritu, que tem 15 em 21 partidas. No Campeonato Chinês (Chinese Super League), são 13 tentos — números que o colocam também entre os artilheiros da liga nacional.
Os dados do Shanghai Shenhua mostram que Ratão é o atacante mais produtivo do elenco, com média de mais de 1 gol por 90 minutos na temporada — desempenho que impressiona mesmo num clube que, segundo informações do portal A Tarde, iniciou o campeonato com menos dez pontos por "problemas com a antiga diretoria", fato que atrapalhou a sequência da equipe no torneio.
Com média aproximada de 0,72 gols por partida em 22 jogos, o atacante está em ritmo de bater o recorde pessoal de gols em uma única temporada. Pelo Cerezo Osaka, do Japão, em 2025, Ratão terminou como artilheiro da equipe na J-League com 18 gols, e marcou 23 no total em 44 jogos, registrando o melhor desempenho da carreira.
Contratado pelo Bahia em 2023, vindo do Toulouse, da França, Rafael Ratão defendeu o Tricolor por uma temporada e meia antes de ser emprestado ao Cerezo Osaka, do Japão. Com a camisa do Bahia, Ratão atuou em 54 jogos, contribuindo com 10 gols e quatro assistências. A passagem pelo clube baiano foi de pouco protagonismo, mas o futebol asiático revelou uma versão mais letal do atacante.
O Bahia anunciou oficialmente, em janeiro, a venda em definitivo de Ratão para o Shanghai Shenhua, negociação concluída por valor superior a R$ 12 milhões. Somando a taxa de empréstimo recebida do Cerezo Osaka e o valor da venda ao clube chinês, o Tricolor igualou o investimento feito na compra do jogador — em torno de 2 milhões de euros.
Em entrevista divulgada pelo portal A Tarde em maio deste ano, Ratão contou que a adaptação na China foi facilitada pela experiência prévia no Japão, destacando a semelhança entre os dois futebol e a qualidade de vida na cidade grande. O atacante de 30 anos, natural de Cascavel, no Paraná, atua como ponta no Shanghai Shenhua e segue em alta num dos campeonatos mais competitivos da Ásia.







