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Esportes

Esquadrão tentou atrair Isaquias Queiroz, mas negociação naufragou por falta de estrutura e patrocinadores

Associação do Bahia chegou a contatar o canoísta baiano duas vezes, buscou apoio do governo estadual e de patrocinadores, mas não reuniu as condições mínimas exigidas pelo projeto

Redação ChicoSabeTudo
29 de julho, 2026 · 12:56 2 min de leitura
Canoísta Isaquias Queiroz em competição olímpica representando o Brasil
Canoísta Isaquias Queiroz em competição olímpica representando o Brasil

O Bahia Associação chegou perto de escrever uma história inédita no esporte olímpico baiano, mas o projeto não passou dos bastidores. Segundo apuração do portal Bahia Notícias, o clube presidido por Emerson Ferretti entrou em contato com o canoísta Isaquias Queiroz em duas oportunidades para discutir as condições necessárias para trazê-lo ao Esquadrão.

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O objetivo era ambicioso: ter o maior medalhista olímpico da história da canoagem brasileira vestindo as cores tricolores. A meta da associação é marcar presença nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, com ao menos um atleta representando o clube nas disputas.

Isaquias, dono de cinco medalhas olímpicas, está sem clube desde que o Flamengo encerrou sua equipe de canoagem. O próprio clube carioca citou o fato de os atletas não residirem no Rio de Janeiro como fator que "inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base" — argumento que também pesaria contra qualquer tentativa do Bahia de apenas pagar o salário do atleta sem oferecer estrutura local.

Atualmente, Isaquias mora e treina em Lagoa Santa, em Minas Gerais, base da Seleção Brasileira de canoagem velocidade desde 2014. Seu planejamento técnico é conduzido pelo treinador Lauro de Souza Júnior, o Pinda, que o comandou na conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e permaneceu à frente da equipe nas competições internacionais de 2026.

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Para viabilizar o retorno do atleta ao estado natal, o Bahia buscou apoio do Governo do Estado da Bahia e também procurou possíveis patrocinadores privados para dividir os custos. A avaliação interna era clara: bancar Isaquias sozinho, sem uma estrutura de treinamento montada na Bahia, não justificaria o investimento esportivo e institucional. Por isso, a associação condicionou a contratação à criação de uma base de treinos no estado.

As tratativas, porém, não avançaram. Nem o apoio governamental nem os patrocinadores foram confirmados, e o projeto foi encerrado sem que as exigências mínimas fossem atendidas.

A situação expõe um dilema real do esporte olímpico brasileiro fora do eixo Rio-São Paulo: mesmo um atleta baiano, nascido em Ubaitaba, no sul da Bahia, treina há mais de uma década em Minas Gerais por falta de estrutura adequada no estado de origem.

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Sem clube, Isaquias segue treinando com a Seleção Brasileira, mas já sente os efeitos da situação nas competições nacionais. Na Copa Brasil, participou apenas como convidado. Por não estar registrado em uma entidade filiada à Confederação Brasileira de Canoagem, não teve direito a medalhas e não somou pontos no ranking nacional. Para disputar oficialmente e pontuar, o atleta precisa estar vinculado a um clube ou associação filiada.

Com cinco medalhas olímpicas — um ouro, três pratas e um bronze —, Isaquias segue sendo o maior nome da canoagem brasileira de todos os tempos. O impasse com o Bahia deixa em aberto qual será seu próximo destino institucional antes dos Jogos de Los Angeles.

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