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Esportes

Copa do Mundo de 2026 gerou mais de 9 milhões de toneladas de CO₂

Estudo aponta mais de 9 milhões de toneladas em emissões de CO₂ na Copa de 2026, atribuídas a 104 partidas, deslocamentos e calor extremo nas sedes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
22 de outubro, 2025 · 21:50 2 min de leitura
Imagem: Vladimir Koshkarov/Shutterstock
Imagem: Vladimir Koshkarov/Shutterstock

A Copa do Mundo de 2026 deixou marcas que vão além dos gols e dos troféus. Um estudo da organização Scientists for Global Responsibility estimou que o torneio gerou mais de 9 milhões de toneladas de CO₂. Foram 48 seleções disputando 104 partidas — e isso teve custo ambiental.

Emissões e logística

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Mas por que as emissões subiram tanto? Uma explicação simples: mais jogos significam mais deslocamentos. Equipes, comissões técnicas, imprensa e torcedores viajaram mais vezes entre sedes, aumentando voos, viagens rodoviárias e toda a logística envolvida.

  • O relatório aponta o aumento do número de partidas como fator central para a elevação das emissões.
  • Movimentação logística ampliada — mais voos e transporte terrestre — elevou a pegada de carbono.

Calor extremo e segurança

Além das emissões, o Mundial teve desafios com o calor. Quatorze das 16 cidades-sede foram identificadas como suscetíveis a temperaturas potencialmente perigosas durante o torneio. Regiões como o Texas, Miami, na Flórida, e Monterrey, em Nuevo León, registraram verões com máximas acima de 45 °C em temporadas recentes.

O calor não é só número: há relatos concretos. Em uma partida em Nova Jersey, o meio-campista Enzo Fernández disse ter se sentido tonto atuando sob 35 °C.

“Ao ampliar o evento enquanto promete reduzir emissões, a decisão estabeleceu um padrão preocupante”, disse a Dra. Madeleine Orr, da Universidade de Toronto.

Pressões e respostas

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Especialistas apontaram que a ampliação do torneio exigiu rever projeções usadas antes e trouxe tensão entre crescimento do evento, impactos ambientais e segurança física de atletas e público. Representantes de jogadores também se manifestaram: David Wheeler, da Associação de Jogadores Profissionais, afirmou que entidades esportivas não deveriam lucrar sem empregar seu poder para mitigar impactos ambientais. O jogador Héctor Bellerín pediu que atletas usem sua visibilidade para cobrar mudanças, lembrando que mais partidas implicam mais viagens e condições mais severas.

A FIFA evitou divulgar detalhes extensos sobre planos de sustentabilidade, mas reconheceu que o calor extremo em algumas sedes poderia forçar alterações no calendário e na logística. Autoridades e especialistas sugeriram ajustes operacionais como:

  • reprogramação de horários das partidas (para evitar as horas mais quentes);
  • protocolos de saúde para atletas e torcedores;
  • monitoramento climático constante e planos de contingência.

No fim, a organização disse que monitorou as condições e avaliou medidas para reduzir riscos. Ainda assim, pesquisadores, jogadores e público seguem pressionando por ações concretas para conciliar a expansão do evento com a redução de seus impactos ambientais.

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