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Ceni revela por que o lateral mais caro do Bahia em 2026 parou de jogar

Técnico do Bahia dá razão tática para o apagamento de Román Gómez, contratado por R$ 16,1 milhões: perfil ofensivo não serve ao esquema atual do time.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
20 de maio, 2026 · 18:02 3 min de leitura
Lateral Román Gómez com a camisa do Bahia em campo
Lateral Román Gómez com a camisa do Bahia em campo
PI 637

O lateral-direito Román Gómez chegou ao Bahia em janeiro de 2026 com pompa de grande reforço. O argentino de 21 anos foi contratado do Estudiantes de La Plata em definitivo, com contrato até dezembro de 2030, numa operação avaliada em cerca de 3 milhões de dólares — o equivalente a aproximadamente R$ 16 milhões. Virou, de cara, a contratação mais cara do clube na temporada. Meses depois, quase não aparece em campo.

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Román chegou com elogios abertos do técnico Rogério Ceni e foi titular do Esquadrão no começo da temporada, mas o cenário mudou a partir da final do Campeonato Baiano diante do Vitória. No clássico, não jogou bem e foi trocado no intervalo. Ceni improvisou o volante Nico Acevedo na lateral-direita, o uruguaio fez grande segundo tempo e o Bahia virou o jogo para conquistar o título estadual.

Após aquela decisão, Román voltou a campo apenas na derrota por 4 a 1 para o Remo, pela Série A, e desde então viu Gilberto e Acevedo protagonizarem a briga pela titularidade na posição. Cerca de quatro meses após a chegada, o lateral somava apenas nove jogos com a camisa tricolor e não entrava em campo havia seis partidas.

Em entrevista após o Ba-Vi da decisão do Baiano, Ceni tinha dado uma pista da situação. "Nico fez um bom jogo quando entrou no clássico, ajudando muito na construção, é um jogador muito aguerrido. O Roman é um jogador jovem ainda, de passagem pelo lado. Como jogamos com dois pontas, gostamos muito da produção do Nico naquele jogo", disse o treinador.

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Mais recentemente, o técnico foi direto ao detalhar o raciocínio tático por trás da ausência do argentino. Segundo informações divulgadas pelo Futebol Baiano, Ceni afirmou que, com Juba jogando por dentro, precisa de um lateral com perfil mais defensivo — e que Gilberto atendia melhor a essa necessidade. "O Roman é jogador de ataque ao espaço. Menino excepcional. Mas dentro da característica nossa, o Gilberto atendia mais", disse o treinador, segundo a publicação.

Ceni chegou a mencionar ainda o zagueiro Marcos Vitor como uma alternativa para a função, e lamentou o tempo de banco do argentino. Ainda segundo a publicação, o treinador afirmou esperar que Román tenha minutos em breve, mas reforçou que precisa pensar no que é melhor para o momento — e que, para o modelo de jogo atual, Gilberto levava vantagem "na construção com jogo aéreo e velocidade".

Román Gómez chegou ao Bahia após investimento de cerca de 3 milhões de dólares junto ao Estudiantes de La Plata e assinou contrato até o fim de 2030. Outro atrativo era a vivência dele na Copa Libertadores: o lateral foi titular na campanha continental do Estudiantes e esteve em campo no confronto contra o Flamengo nas quartas de final, quando o clube argentino acabou eliminado nos pênaltis.

A situação do jogador levanta um debate real sobre o retorno de investimentos no futebol brasileiro. Com contrato longo e um valor de aquisição expressivo, Román Gómez segue treinando e aguardando uma nova chance. Ceni, por sua vez, deixou claro que a porta não está fechada — mas que o campo, por enquanto, fala mais alto do que qualquer cifra.

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