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Esportes

Ceni admite que jovens da base terão menos espaço no ataque do Bahia: "Será mais difícil"

Com três centroavantes experientes à disposição — Willian José, Alejo e Everaldo —, técnico reconhece que Caio Suassuna e Dell ficam em desvantagem, mas promete ampliar rodagem dos garotos com o tempo.

Redação ChicoSabeTudo
19 de julho, 2026 · 00:30 2 min de leitura
Rogério Ceni em entrevista coletiva após jogo do Bahia
Rogério Ceni em entrevista coletiva após jogo do Bahia

Depois da vitória do Bahia sobre a Chapecoense por 2 a 0, na noite de sexta-feira (17), na Arena Fonte Nova, em jogo atrasado da 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni falou abertamente sobre uma questão que tem gerado debate entre a torcida tricolor: o espaço dos jovens centroavantes da base no time principal.

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Na entrevista coletiva após a partida, Ceni comentou a oportunidade dada a Kauê Furquim, jovem atacante que fez sua estreia na Série A de 2026 durante a partida contra a Chapecoense. Mas o tema mais sensível foi outro: o futuro de Caio Suassuna e Dell na disputa pelo setor de ataque.

"Hoje tive três centroavantes. Espero usar Caio [Suassuna] e Dell, mas será mais difícil. Não que não tenham potencial. Mas com o tempo a ideia é dar mais espaço para os jovens jogarem", projetou o treinador.

A explicação de Ceni passa pelo volume de opções experientes que o clube acumulou na posição. Com Willian José e Everaldo já no elenco, o técnico passou a contar com ainda mais um atacante rodado após a chegada do argentino Alejo Véliz. Willian José detém o status de titular, e os números desde 2025 comprovam sua importância para o elenco — artilheiro do Esquadrão na temporada passada e principal goleador em 2026, com seis gols, ele é visto por Ceni como um pilar do sistema ofensivo.

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Everaldo, por sua vez, retornou ao Bahia por empréstimo junto ao Fluminense, com contrato válido até o final de dezembro de 2026. O centroavante já havia sido o maior artilheiro do clube desde que o City Football Group assumiu a gestão, tendo balançado as redes 36 vezes em 124 partidas na primeira passagem.

A situação de Dell, apelidado de "Haaland do Sertão", ilustra bem o dilema. O atacante de 17 anos atravessa um período de baixa utilização no elenco principal, o que contrasta com declarações anteriores do próprio Ceni, que chegou a apontar a base como o "maior reforço" do clube na temporada. Apesar disso, o jovem soma apenas 83 minutos em campo nas principais competições disputadas pelo Bahia em 2026 — Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa do Brasil.

O posicionamento do técnico não é novo. Rogério Ceni adota cautela com atletas oriundos da base justamente para evitar a pressão excessiva de disputar competições mais pesadas sem o ritmo e a experiência necessária. Ainda assim, o treinador foi claro ao defender que um grupo mais enxuto favorece os jovens: "Quanto menor for o grupo, mais oportunidades os garotos terão".

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Com 29 pontos, o Bahia ocupa a sexta colocação do Brasileirão. O próximo compromisso será terça-feira (21) contra o Atlético-MG, pela 19ª rodada da competição. Ceni já alertou para o grau de dificuldade: "Campeonato muito apertado esse ano, um ou dois pontos que vão te deixar numa Libertadores, Sul-Americana ou zona de rebaixamento". Nesse cenário de pressão por resultado, a tendência é que o espaço para os jovens continue limitado — ao menos por enquanto.

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