O Esporte Clube Bahia deixou escapar uma vitória que parecia certa no Campeonato Baiano. Depois de abrir uma boa vantagem de 2 a 0 sobre o Jacuipense na Arena Fonte Nova, em Salvador, o time não conseguiu segurar o resultado e viu o adversário buscar o empate em 2 a 2. Um dos destaques da partida e autor de um dos gols do Tricolor, o volante Erick avaliou a atuação da equipe, admitindo que o problema não foi relaxamento, mas sim uma "postura desnecessária" em campo.
A partida, que gerou frustração entre os torcedores e a equipe, mostrou a necessidade de manter a concentração e a disciplina tática, mesmo quando o placar é favorável. Para Erick, o time precisava de mais calma em momentos cruciais, especialmente após fazer o segundo gol.
O que disse Erick sobre o empate?
Em suas declarações após o jogo, Erick foi direto ao analisar o desempenho do Bahia, principalmente depois de construir a vantagem no placar. Ele explicou que a dificuldade não foi a falta de empenho ou um descuido por parte dos jogadores.
"Não foi falta de relaxamento, eu acho que faltou um pouco de calma em alguns momentos, principalmente depois que conseguimos marcar o segundo gol. O mais difícil é você conseguir sair na frente, ter dois gols de vantagem e ter o jogo a seu favor, só que aí a gente começou a dar muita abertura para contra-ataques para o nosso adversário de forma desnecessária e facilitou as transições que a gente não conseguia parar no início, a chegada deles com muito perigo até o primeiro gol", explicou o volante.
Erick reforçou a ideia de que o time se desorganizou taticamente, o que custou caro. No segundo tempo, apesar de uma melhora inicial na posse de bola, o empate veio no final, aumentando a sensação de que a oportunidade foi perdida.
"No segundo tempo a gente acertou, conseguiu manter a posse de bola, não dando tantos contra-ataques, mas ali no final a gente acabou tomando o gol. Mas dizer que foi falta de atenção ou relaxamento eu não concordo, eu acho que foi mais uma forma como a gente se posicionou, de forma muito desnecessária, atacando sem organização, abrindo o caminho para os contra-ataques do nosso adversário. Então, é pensar bem que em momentos quando a gente estiver ganhando as partidas, a gente precisa ter um pouco mais de calma e não fugir daquilo que é a nossa característica, que é o domínio de bola que a gente constrói de pé em pé e assim, criando oportunidades para finalizar e consequentemente fazer os gols", completou Erick, mostrando a autocrítica necessária para o time evoluir.
A autocrítica do jogador aponta para a importância de manter a identidade de jogo do Bahia, baseada na troca de passes e controle da bola, evitando a afobação mesmo em situações de vantagem. O resultado serve de alerta para os próximos compromissos do Esquadrão, que são decisivos tanto no Campeonato Baiano quanto na competição internacional.
Próximos desafios do Esquadrão
O calendário do Esporte Clube Bahia não dá trégua e a equipe já tem compromissos importantes pela frente, exigindo foco total para reverter a frustração do empate.
- Pré-Libertadores: Na próxima quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o time tem um confronto internacional crucial. Enfrenta o O’higgins, no Estádio El Teniente, em Rancagua, no Chile. Este jogo é a partida de ida da 2ª fase da Pré-Libertadores, um duelo que vale a continuidade na competição continental, fundamental para as ambições do clube na temporada.
- Campeonato Baiano: Pelo Baianão, o Esquadrão encerra a primeira fase no próximo domingo, dia 22 de fevereiro. O adversário será o Atlético de Alagoinhas, que já foi rebaixado, em partida marcada para as 16h, no Estádio Antônio Carneiro. Este jogo é a chance de consolidar a classificação e, quem sabe, recuperar a confiança após o tropeço.
Os próximos dias serão de intensidade máxima para o Bahia, que precisa usar as lições do empate contra o Jacuipense para garantir bons resultados e seguir firme em suas duas competições. A busca por calma e organização tática, como ressaltou Erick, será fundamental para o sucesso do Esquadrão.







