Reportagens do Bahia Notícias e do ge citam áudios atribuídos a Matheus Pires Castro, presidente da Bamor, com orientações para agressões e para afastar pessoas que pudessem impedir a violência na sede da torcida organizada do Bahia, em Salvador. Segundo as publicações, as gravações foram acessadas pelo g1 e pela TV Bahia.
De acordo com as investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), pelo menos duas pessoas foram submetidas a violência física e psicológica no imóvel. A suspeita é de que as agressões buscavam obter confissões sobre supostas irregularidades no sistema de cadastro de associados.
Uma das vítimas, que integrou a Bamor por 18 anos e cuidava do cadastro de associados, teria sido chamada à sede sob acusação de ativar planos de sócios sem identificação dos respectivos repasses financeiros. A outra prestava serviços de tecnologia para a torcida e, conforme as apurações, negou envolvimento em fraude.
Em entrevista ao Bahia Meio Dia, uma das vítimas relatou que foi ao local prestar esclarecimentos. Segundo o depoimento reproduzido na reportagem, a violência durou cerca de quatro horas e envolveu pauladas, golpes com taco de beisebol, ameaças com alicates e simulações de afogamento. A vítima também afirmou que foi obrigada a fornecer a senha de uma conta bancária e que aproximadamente R$ 5,8 mil foram transferidos para uma conta da associação.
O MP-BA denunciou integrantes da presidência e da diretoria da Bamor por organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A acusação foi apresentada pelo Gaeco em 2 de outubro. A defesa de Matheus Pires Castro e do vice-presidente Luciano da Silva Venâncio afirma que ambos são inocentes e que medidas judiciais estão sendo adotadas.
A Bamor declarou respeitar o trabalho das autoridades, defendeu uma investigação baseada em critérios objetivos e pediu que eventuais responsabilidades sejam apuradas individualmente. O MP-BA informou que a investigação se dirige a pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes, e não à associação enquanto instituição.







