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Atlético de Alagoinhas abre contas após virar SAF e detalha custos do Baianão 2026

Atlético de Alagoinhas, agora SAF, divulga boletins financeiros detalhados do Baianão 2026, revelando custos e arrecadação dos jogos em casa. O clube teve prejuízo acumulado de R$ 1.141,77 nas duas primeiras partidas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
24 de janeiro, 2026 · 03:03 3 min de leitura
Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas | Montagem: Bahia Notícias
Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas | Montagem: Bahia Notícias

Em uma nova fase de sua história, o Atlético de Alagoinhas, que agora opera como Sociedade Anônima do Futebol (SAF) após a venda de 90% de suas ações ao grupo TLS Sports em setembro de 2025, tem adotado uma política de transparência que agrada seus torcedores. O clube começou a divulgar os boletins financeiros de suas partidas como mandante no Campeonato Baiano de 2026, oferecendo um panorama claro sobre as receitas e despesas.

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Até o momento, o Carcará jogou duas vezes em casa, na segunda e terceira rodadas do estadual, ambas no Estádio Antônio Carneiro, o conhecido Carneirão, em Alagoinhas, na Bahia. Os números divulgados permitem que a torcida entenda a realidade financeira de cada confronto e a busca do clube por uma gestão mais profissional, um dos pilares do modelo SAF.

Desempenho Financeiro dos Jogos em Casa

Analisando os dois primeiros jogos como mandante, o Atlético teve um pequeno, mas importante, prejuízo acumulado. A arrecadação total das bilheterias somou R$ 44.640,00. Contudo, as despesas gerais, que incluem impostos, policiamento, tributos e custos de concentração, chegaram a R$ 45.781,77. O saldo final, depois de tudo, ficou negativo em R$ 1.141,77.

Olhando jogo a jogo, os resultados variaram bastante. Na segunda rodada, quando o Atlético recebeu o Barcelona de Ilhéus, 989 ingressos foram vendidos, gerando uma receita de R$ 19.780,00. Os gastos da partida foram altos, chegando a R$ 21.763,37. Isso resultou em um prejuízo de R$ 1.983,37 para o Carcará.

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Já na terceira rodada, contra o Bahia de Feira, a história foi diferente. Embora o número de ingressos vendidos tenha sido quase o mesmo (984 bilhetes), a arrecadação da bilheteria cresceu para R$ 24.860,00. Esse aumento de R$ 5.080,00 foi crucial para mudar o cenário financeiro do clube.

As despesas totais nesse segundo jogo em casa somaram R$ 24.018,40. É interessante notar algumas variações aqui: enquanto os custos com impostos, policiamento e outros tributos subiram (de R$ 13.033,37 para R$ 17.268,40), o gasto com a concentração dos atletas foi reduzido significativamente, de R$ 8.730,00 para R$ 6.750,00. Com essa combinação de fatores, o Atlético de Alagoinhas conseguiu um superávit de R$ 841,60 contra o Bahia de Feira, revertendo o resultado negativo da partida anterior.

Desafio dentro e fora de campo

A iniciativa de divulgar os números faz parte do compromisso do clube com a governança e profissionalização exigidas pela nova gestão SAF. Essa transparência mostra que, mesmo diante de um cenário financeiro apertado, a diretoria busca clareza com seus torcedores e parceiros.

Dentro de campo, o momento ainda é desafiador para o Carcará. Após as primeiras rodadas do Campeonato Baiano, o Atlético de Alagoinhas ocupa a lanterna da competição, com apenas dois pontos conquistados. A equipe tem um importante jogo fora de casa nesta terça-feira (27), contra o Galícia, no Estádio de Pituaçu, em Salvador.

Os torcedores do Atlético devem esperar o retorno do time ao Carneirão apenas na sétima rodada, no dia 3 de março, às 19h15, para enfrentar a Juazeirense. Um novo boletim financeiro, com os detalhes daquela partida, será divulgado. O Carcará ainda receberá em casa o Porto Sport Club e o Bahia nas últimas rodadas da primeira fase do Baianão, trazendo mais dados para análise da gestão transparente.

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