O clima esquentou nos bastidores da Arena Fonte Nova após a derrota do Bahia para o Palmeiras neste domingo (5). O árbitro Lucas Casagrande relatou na súmula da partida que foi duramente cobrado e ameaçado pelo diretor de futebol do Esquadrão, Carlos Eduardo Santoro.
Segundo o documento oficial, o dirigente abordou a equipe de arbitragem na zona mista e disparou críticas pesadas. Santoro teria afirmado que o juiz não voltaria a trabalhar em jogos do clube: “Aqui você não apita nunca mais, pode relatar lá”, escreveu o árbitro sobre o ocorrido.
A revolta tricolor tem um motivo claro: um lance aos 43 minutos do segundo tempo que decidiu o jogo. Os jogadores e a diretoria reclamam de uma falta do zagueiro Gustavo Gómez sobre David Duarte no momento do gol palmeirense, que não foi marcada pelo juiz.
No relato feito à CBF, Casagrande destacou que as palavras do diretor atingiram sua honra. O dirigente ainda relembrou um jogo anterior contra o Ceará, onde o Bahia também se sentiu prejudicado por decisões da mesma equipe de arbitragem.
Essa não é a primeira vez que o Esquadrão protesta contra Lucas Casagrande. O clube ainda guarda mágoas de um pênalti marcado contra o time em uma partida recente, envolvendo o lateral Santiago Arias, o que aumentou a tensão no reencontro deste domingo.
Agora, o caso deve ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Se denunciado, o diretor Carlos Eduardo Santoro pode enfrentar punições pesadas, como suspensão e multa, devido ao tom das cobranças registradas no documento oficial.







