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Emprego

Secretário comemora recorde de empregos na Bahia e admite que renda ainda precisa melhorar

Augusto Vasconcelos celebrou a menor taxa de desocupação da história do estado, mas reconheceu que avançar na renda dos trabalhadores segue como meta da gestão.

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 10:18 3 min de leitura
Trabalhadores em fila de emprego na Bahia, com destaque para dados do mercado de trabalho baiano em 2025
Trabalhadores em fila de emprego na Bahia, com destaque para dados do mercado de trabalho baiano em 2025

O secretário do Trabalho, Emprego e Renda da Bahia, Augusto Vasconcelos, usou a abertura da operação assistida do VLT de Salvador, nesta segunda-feira (29), para divulgar os números do mercado de trabalho no estado durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a Bahia atingiu um marco sem precedente na sua série histórica.

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"A Bahia está comemorando agora, neste mês, a geração de quase 300 mil novos empregos desde o início da gestão do governador Jerônimo", afirmou o secretário, segundo informações divulgadas pelo portal BNews. O número inclui postos formais e informais gerados ao longo da gestão.

Os dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base no IBGE, mostram que a taxa anual de desocupação do estado caiu para 8,7% em 2025, queda em relação aos 10,8% registrados em 2024, marcando o quarto ano consecutivo de recuo — sequência inédita no estado. O número de pessoas ocupadas atingiu 6,511 milhões, o maior contingente já registrado na série histórica.

O crescimento de 3,4% na ocupação superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas — também o menor da série histórica. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, o maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimentos atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série.

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Apesar do tom celebratório, Vasconcelos fez questão de reconhecer que os resultados ainda não são suficientes. Segundo informações divulgadas pelo BNews, o secretário declarou que "é necessário avançar mais para melhorar a renda da população, desenvolver o estado e garantir que a Bahia possa também ter uma renda média maior, com aumento de salários e melhoria das condições de trabalho".

O desafio da informalidade é um exemplo claro dos limites do avanço. A taxa de informalidade chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.

No campo dos empregos formais gerados diretamente por obras do governo, entre 2023 e 2025 a Bahia registrou a criação de 251.028 vagas formais de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Entre as iniciativas destacadas pelo governo estão programas de qualificação profissional, com mais de 25 mil pessoas certificadas, e a ampliação da rede SineBahia, que chegou a 125 unidades.

O VLT foi citado como exemplo da relação entre obras de mobilidade e emprego local. Vasconcelos afirmou, segundo o BNews, que dos quase dois mil postos gerados durante a construção do sistema, a grande maioria era de moradores da própria região atendida — e que a secretaria investiu em qualificação profissional para formar mão de obra ao longo do percurso. A operação assistida do VLT conecta a Calçada ao Subúrbio de Salvador e representa, segundo o secretário, uma alternativa de mobilidade acessível para uma parcela da população historicamente mal servida de transporte público.

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