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Santa Casa de Maceió registra paridade salarial entre gêneros e liderança feminina acima de 74%

Dados dos relatórios de 2025 mostram que mulheres compõem maioria do quadro funcional e ocupam mais da metade dos cargos executivos do hospital alagoano.

Redação ChicoSabeTudo
15 de junho, 2026 · 21:34 2 min de leitura
Profissionais de saúde femininas em ambiente hospitalar da Santa Casa de Maceió
Profissionais de saúde femininas em ambiente hospitalar da Santa Casa de Maceió

Em um cenário onde as mulheres brasileiras ainda ganham, em média, 20,9% a menos do que os homens, a Santa Casa de Maceió apresenta um quadro diferente. Os Relatórios de Transparência e Igualdade Salarial referentes ao 1º e ao 2º semestres de 2025 indicam paridade remuneratória entre os gêneros na instituição — e, em alguns períodos, remuneração média feminina acima da masculina.

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Os documentos foram elaborados com base em dados do eSocial, da Rais e do Portal Emprega Brasil, conforme exige a Lei nº 14.611/2023, que determina a publicação semestral desse tipo de relatório por empresas com mais de 100 empregados.

No levantamento do primeiro semestre de 2025, realizado com base em um quadro de 2.324 trabalhadores ativos, as mulheres representavam 73,6% da força de trabalho. O salário contratual mediano apresentou paridade total entre os grupos (100%) e a remuneração média mensal feminina ficou 1% acima da masculina, alcançando índice de 101%.

No segundo semestre, com 2.295 trabalhadores ativos, a participação feminina subiu para 74% do quadro. O salário mediano manteve equivalência (100%) e a remuneração média das mulheres chegou a 97,1% da masculina — dentro de uma faixa considerada de equilíbrio pelos especialistas em relações de trabalho.

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Outro dado relevante está na presença feminina em cargos de comando. Segundo informações divulgadas pela instituição, a Santa Casa conta com onze mulheres e dez homens em funções executivas — entre gestores e gerentes corporativos. Quando somados os cargos de supervisão, coordenação e gestão em geral, a participação feminina alcança 74,11%.

Para Silvio Melo, gerente corporativo de Gestão de Pessoas da Santa Casa, os números não são resultado de uma ação pontual. A política remuneratória da instituição segue critérios objetivos ligados a experiência profissional, desempenho, trabalho em equipe e desenvolvimento de ideias — aplicados desde os processos seletivos até as promoções internas.

A Santa Casa de Misericórdia de Maceió está prestes a completar 175 anos de existência. Segundo o gestor, a equidade de gênero faz parte da cultura do hospital, não apenas do cumprimento de uma obrigação legal.

No cenário nacional, a Lei nº 14.611/2023 foi criada justamente para enfrentar um problema histórico. Dados do IBGE apontavam que, em 2022, a diferença salarial entre homens e mulheres chegava a cerca de 22%, com as mulheres recebendo, em média, 78% do que os homens ganhavam. A legislação obriga empresas de médio e grande porte a publicar semestralmente seus dados salariais por gênero, com previsão de multa para quem não cumprir.

Os resultados da Santa Casa de Maceió se destacam justamente por contrastar com a média nacional. Em um setor como a saúde, onde a mão de obra feminina é maioria, a paridade salarial ainda não é garantida em todas as instituições. O hospital alagoano publica seus dados de forma periódica e os deixa disponíveis ao público, reforçando o princípio de transparência previsto na legislação.

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