A votação do reajuste salarial dos professores da rede estadual de ensino acabou não acontecendo nesta terça-feira (14). A sessão na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) foi encerrada antes da hora porque não havia deputados suficientes no plenário para garantir a votação.
O clima esquentou durante a discussão, com críticas da oposição ao modelo de aumento escalonado proposto pelo governo Jerônimo Rodrigues. O deputado Hilton Coelho (PSOL) tentou emplacar uma emenda para que o reajuste fosse pago integralmente de uma vez, mas a sugestão foi rejeitada pelos parlamentares presentes sob o argumento de inconstitucionalidade.
A sessão chegou a registrar 32 parlamentares, mas após uma conferência pedida pelo deputado Samuel Júnior (PL), percebeu-se que o quórum necessário não estava completo. Com isso, a presidente da sessão, Ivana Bastos (PSD), não teve outra escolha a não ser encerrar os trabalhos sem decidir sobre o aumento.
O projeto enviado pelo Governo do Estado prevê um reajuste total de 5,4%, dividido em duas etapas: 3,4% aplicados em abril e mais 2% a partir de junho. Se aprovado, o piso para quem trabalha 40 horas semanais passará dos atuais R$ 4.965,24 para R$ 5.233,26.
A proposta também garante pagamentos retroativos a janeiro deste ano, com previsão de que o dinheiro chegue ao bolso dos educadores em maio. Além dos professores da rede regular, o texto inclui pela primeira vez regras específicas para o reajuste de educadores indígenas.
Com o adiamento, os professores estaduais seguem aguardando uma nova data para que o projeto retorne à pauta de votação na Assembleia Legislativa. Os vencimentos na categoria podem variar de R$ 2.565,32 (20h) até mais de R$ 11 mil para profissionais no topo da carreira.







