Depois de um 2025 cheio de altos e baixos, com a tristeza de perder o Campeonato Baiano e ser eliminado cedo em competições importantes como a Copa do Nordeste, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, o Vitória conseguiu um grande alívio: a permanência na Série A. Agora, o presidente Fábio Mota abriu o jogo sobre os aprendizados desse ano desafiador e o que o clube pretende mudar para não repetir os mesmos erros em 2026.
A principal lição, segundo Mota, está ligada diretamente ao planejamento do futebol e, mais especificamente, ao perfil dos jogadores contratados. O Leão vai voltar a buscar atletas com muita vontade de vencer, os chamados “guerreirinhos”, um modelo que deu certo em anos anteriores. Em 2025, a aposta em nomes como o experiente Romarinho e vários estrangeiros que não renderam o esperado, como Ruben Ismael, Ruben Rodrigues, Kike Saverio e Renzo López, não funcionou.
“Muita coisa, principalmente no planejamento do futebol. Mudamos o perfil de contratação. Nos anteriores, a gente tinha um perfil de contratação com atletas com mais fome de bola, os guerreirinhos. Esse ano a gente saiu desse perfil e deu errado. Quando a gente trouxe o Jair, ele veio nessa pegada de jogar reativo, por uma bola, até porque o nível de investimento das outras equipes da Série A é infinitamente maior. Não dá para jogar de igual para igual”, contou Fábio Mota ao Aratu Notícias.
O presidente explicou que a renovação com o técnico Jair Ventura foi um passo importante para solidificar esse modelo de jogo mais focado em contra-ataques e uma defesa sólida, que ele considera essencial para competir na Série A, dado o cenário financeiro em comparação com outros clubes. A ideia é agora contratar peças que se encaixem perfeitamente nesse estilo de jogo.
Publicidade“Renovamos com Jair, e optamos por ter esse modelo de jogo. Agora precisamos de peças pontuais que deem sequência a esse tipo de jogo. O grande erro foi ter saído do perfil, mas conseguimos voltar a tempo com a chegada do Jair e manter essa pegada”, completou.
Além do perfil dos jogadores, Mota também destacou outro ponto crucial: a gestão da equipe diante de um calendário apertado. Em 2025, o Vitória disputou cinco competições, algo inédito na história do clube. Esse volume de jogos levou a um grande número de contratações, mas, segundo o presidente, a quantidade não resolveu. As muitas lesões e a falta de preparo para lidar com quase 70 partidas só no primeiro semestre acabaram impactando o desempenho do time.
“Esse ano a gente jogou cinco competições. Nunca, na história do clube, jogamos cinco competições. Por isso fizemos muitas contratações. O volume não resolveu. Tivemos muitas lesões, não estávamos preparados para jogar cinco competições. E, com essas lesões, chegamos a jogar quase 70 partidas no primeiro semestre. E isso refletiu no primeiro semestre”, finalizou Fábio Mota, apontando para um planejamento mais cuidadoso em 2026.
Com as lições de 2025 na bagagem, o Vitória mira um 2026 mais consistente, apostando em um elenco com 'fome de bola' e um planejamento estratégico que leve em conta a intensidade do calendário do futebol brasileiro.







