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Edilson Capetinha Enfrenta Dívida Trabalhista de R$ 13,2 Milhões

Ex-jogador Edilson Capetinha deve R$ 13,2 milhões em ações trabalhistas, um valor três vezes maior que o prêmio máximo do BBB 26. Entenda o caso.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
12 de fevereiro, 2026 · 19:07 3 min de leitura
Foto: Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo

O ex-jogador Edilson Capetinha, conhecido por sua passagem em grandes clubes, está em uma situação complicada com a Justiça. Ele tem uma dívida trabalhista que alcança a impressionante marca de R$ 13,2 milhões. Para você ter uma ideia da grandiosidade desse valor, ele é mais do que o triplo do prêmio máximo que o campeão do Big Brother Brasil 26 poderia levar para casa, que foi de R$ 5,4 milhões.

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A informação, confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA), mostra que a maior parte desse valor, cerca de R$ 11,4 milhões, vem de processos trabalhistas ainda em aberto. O restante, R$ 1,8 milhão, é referente a impostos que incidem sobre essas cobranças.

Mas como essa dívida começou? Tudo veio de dez processos diferentes, movidos inicialmente contra quatro empresas que pertenciam ao ex-atleta. Entre elas, estão a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder. Vale lembrar que o Broder desfilou no Carnaval de Salvador de 2025, com a participação de Ronaldinho Gaúcho.

Ao longo das investigações, a Justiça encontrou e incluiu mais seis empresas que estavam no nome de Edilson. Como as empresas não tinham bens ou dinheiro suficiente para pagar o que deviam, a Justiça precisou redirecionar a cobrança para as pessoas físicas dos sócios. Com isso, Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira, tornaram-se os responsáveis diretos pela quitação desses débitos.

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A defesa de Edilson disse em nota que o ex-jogador passou por um "cenário de má gestão e má administração" nos seus negócios. Afirmaram também que ele não está se escondendo do problema e que, antes mesmo de entrar no BBB 26, procurou os trabalhadores para tentar propor um "plano de pagamento" com base em futuros contratos publicitários.

Essa dívida é tão séria que, mesmo se Edilson ganhasse o prêmio do BBB 26, ele poderia ser penhorado. Isso acontece por causa de um procedimento legal chamado Regime de Execução e Expropriação Forçada (REEF), que permite à Justiça reter automaticamente os bens de um devedor.

Olhando para o passado, em 2016, um grupo de advogados se uniu para representar 32 trabalhadores, juntando 28 processos contra as empresas do ex-jogador. Desde então, 18 dessas ações já foram pagas, seja por meio de acordos ou penhoras, somando R$ 56 milhões.

Em algumas ocasiões, antes de certos pagamentos, até familiares de Edilson, como Ivana Solon, sua ex-mulher, e Matheus Solon, seu filho, chegaram a aparecer como devedores nos processos. A Justiça, por não encontrar bens em nome de Edilson, chegou a estender as cobranças para sua mãe, Maria de Lourdes da Silva Ferreira, tendo bens dela penhorados em diferentes momentos.

Um exemplo de como a Justiça atuou foi o caso do advogado Karl Schleu Neto, que em 2020 conseguiu que seu cliente, Alan Barbosa, recebesse um crédito de R$ 80 mil. Esse pagamento só foi possível porque uma mansão de Edilson, avaliada em R$ 3 milhões na época, localizada no condomínio Horto Florestal, uma área nobre de Salvador, na Bahia, foi penhorada.

Por enquanto, o TRT-BA informou que não houve nenhum contato de Edilson com o tribunal para negociar as dívidas. Com isso, os advogados dos trabalhadores podem pedir que os bens de Edilson sejam reavaliados para uma possível penhora depois que ele sair do BBB 26.

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