A economia de Aracaju segue em ritmo acelerado de formalização. Segundo dados do Observatório Econômico da capital, vinculado à Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), a cidade registrou a abertura de 8.350 novas empresas entre janeiro e maio de 2026 — um crescimento de 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O número coloca a capital sergipana na esteira de uma tendência nacional. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil totalizou a abertura de 2.050.548 pequenos negócios — alta de quase 14% em relação ao mesmo período de 2025. Em Sergipe, o cenário também é positivo: de janeiro a março, a Junta Comercial do Estado (Jucese) registrou 10.399 novas empresas no estado, reforçando o avanço do empreendedorismo em todo o território sergipano.
Em Aracaju, o setor de serviços puxou os resultados, respondendo por 5.702 novos empreendimentos — o equivalente a 68,3% do total. O comércio apareceu em segundo lugar, com 1.724 empresas abertas (20,6% dos registros). Outros segmentos também cresceram no período: a indústria registrou 495 novos negócios, a construção civil somou 410 e a agropecuária formalizou 19 empreendimentos, de acordo com os dados da Semde.
O perfil das novas empresas reforça a predominância dos pequenos negócios. As microempresas foram responsáveis por 93,1% das constituições, totalizando 7.774 empreendimentos. Já os Microempreendedores Individuais (MEIs) chegaram a 5.396 novos registros, correspondendo a 64,6% das aberturas na cidade. O quadro acompanha o que acontece no restante do país: o Brasil registrou mais de 1,59 milhão de novos MEIs entre janeiro e abril de 2026, um crescimento de quase 15% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os bairros com maior número de novos negócios em Aracaju, Farolândia liderou com 579 aberturas, seguida por Jabotiana (427), Centro (405) e Luzia (337). Os números evidenciam o dinamismo econômico em regiões estratégicas da capital. As atividades mais abertas estão ligadas à promoção de vendas, serviços de malote, transporte rodoviário de cargas, salões de beleza, comércio varejista de vestuário e minimercados — segmentos que espelham as mesmas atividades de destaque no cenário nacional. Entre os maiores volumes de abertura no Brasil estão atividades de malote e entrega, transporte rodoviário de carga, atividades de publicidade e cabeleireiros.
O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, avaliou positivamente os indicadores. Segundo ele, os dados refletem a confiança dos empreendedores no potencial da cidade e os avanços da gestão municipal para estimular o ambiente de negócios, com foco em desburocratização e atração de investimentos.
O crescimento acumulado também é expressivo quando se olha para a trajetória recente. Em 2025, Sergipe alcançou a marca de 34.036 empresas constituídas, crescimento expressivo em relação a 2023, quando foram registrados cerca de 24 mil novos empreendimentos. O avanço representou um aumento aproximado de 41%, resultado direto de políticas voltadas à desburocratização, modernização dos serviços e incentivo à atividade empresarial.
No contexto nacional, a consolidação do MEI como principal porta de entrada para o empreendedorismo está ligada à baixa burocracia e ao regime tributário simplificado, fatores que incentivam trabalhadores informais a migrarem para a formalização. Para Aracaju, os números de janeiro a maio indicam que esse movimento segue firme — e com endereço definido nos bairros que concentram maior infraestrutura e atividade econômica da capital.







