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Emprego

Bloqueio judicial paralisa salários de garis da UFS e trabalhadores vão às ruas cobrar solução

Funcionários da empresa Clarear, que fazem limpeza no campus de São Cristóvão, protestaram nesta segunda com cartazes após sete dias sem receber salário, vale-alimentação e vale-transporte.

Redação ChicoSabeTudo
14 de julho, 2026 · 00:21 2 min de leitura
Trabalhadores terceirizados da UFS em protesto por salários atrasados no campus de São Cristóvão, Sergipe
Trabalhadores terceirizados da UFS em protesto por salários atrasados no campus de São Cristóvão, Sergipe

Trabalhadores terceirizados da Universidade Federal de Sergipe (UFS) foram às ruas na tarde desta segunda-feira, 13 de julho, para cobrar o pagamento de salários e benefícios com mais de uma semana de atraso. A manifestação aconteceu em frente à Didática 5, no campus de São Cristóvão, e reuniu funcionários da empresa Clarear, responsável pelos serviços de limpeza da instituição.

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De acordo com vídeo divulgado nas redes sociais, os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários e de benefícios como vale-alimentação e vale-transporte, que estariam com sete dias de atraso. Com cartazes nas mãos, os manifestantes exigiam um prazo para regularização e um posicionamento oficial da empresa.

A UFS explicou, em nota, que o impasse atual tem origem em uma decisão da Justiça do Trabalho. Segundo a universidade, a determinação judicial mandou bloquear os repasses financeiros destinados à Clarear, e os valores retidos deverão ser depositados integralmente em juízo — cabendo à Justiça realizar o pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas dos empregados.

A universidade informou ainda que, nos meses anteriores, já vinha pagando diretamente os salários e benefícios dos terceirizados diante dos atrasos recorrentes da empresa. Para reduzir os impactos causados aos trabalhadores, a UFS passou a realizar diretamente o pagamento dos salários por meio de ordem bancária, além de atuar na solução das pendências financeiras. A medida, segundo a instituição, foi adotada dentro dos limites legais de sua competência.

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O problema não é novo. O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a empresa Clarear Comércio e Serviços de Mão de Obra LTDA e a UFS devido aos constantes atrasos no pagamento de salários e descontos indevidos, após denúncias sobre a falta de salários, décimo terceiro, FGTS, férias, vale-alimentação e vale-transporte. A ação foi ajuizada em 15 de junho de 2026.

Quase 200 trabalhadoras e trabalhadores foram penalizados pela conduta da empresa. Alguns relataram que foram despejados de suas casas por não terem condições de pagar o aluguel devido ao atraso nos salários. Também foram registradas denúncias relacionadas a empréstimos consignados contratados durante o período de inadimplência salarial.

O MPT-SE tentou firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa, mas não obteve êxito, sob a alegação de atrasos da UFS no pagamento do contrato com a terceirizada. Sem acordo, o órgão recorreu à via judicial. Em caso de descumprimento das obrigações determinadas pela Justiça, o MPT-SE pede o pagamento de multa diária de R$ 1.000 por obrigação descumprida e por trabalhador em situação irregular, além de condenação solidária à empresa e à UFS ao pagamento de R$ 100 mil em indenização por dano moral coletivo.

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A UFS afirmou que segue colaborando com a Justiça, adota as medidas cabíveis para contribuir com a rápida solução do impasse e manifestou solidariedade aos trabalhadores da Clarear. A universidade também adotou providências para apurar as irregularidades identificadas e promover a rescisão do contrato com a empresa. A Clarear não havia se manifestado publicamente sobre o caso até o fechamento desta reportagem.

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