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Cultura

“Seria muito egoísmo”, diz Luciano Huck sobre vontade de ser presidente

Em entrevista, Luciano Huck volta a falar sobre eventual candidatura à Presidência, diz que seria egoísmo pensar só na família e defende política mais qualificada.

Redação ChicoSabeTudo
26 de novembro, 2025 · 12:00 3 min de leitura
Imagem: Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

O apresentador Luciano Huck voltou a comentar publicamente sobre a possibilidade de disputar a Presidência da República. Em entrevista recente à revista Cidade Jardim, ele afirmou que, após décadas viajando pelo país e conhecendo de perto diferentes realidades, considera que seria “muito egoísmo” pensar apenas no bem-estar da própria família e não refletir sobre o restante da população.

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Huck destacou que acumula quase 30 anos percorrendo o Brasil “de ponta a ponta”, entrando na casa de pessoas de diversas regiões, ouvindo conquistas e dificuldades. Segundo ele, essa experiência ampliou a percepção sobre desigualdades e problemas estruturais, o que o leva a buscar soluções e não apenas apontar falhas. O apresentador afirma já participar da vida política por meio do debate público e da articulação de ideias.

“Depois de quase três décadas rodando esse país de ponta a ponta, vendo de perto nossos problemas e tendo o privilégio de entrar na casa das pessoas, ouvir suas conquistas e dificuldades, seria muito egoísmo me preocupar só com o bem-estar da minha família e não pensar no resto”, disse.

Na mesma entrevista, o comunicador defendeu a necessidade de “qualificar a política” e elevar o “sarrafo ético” no Brasil. Para ele, uma transformação mais profunda exige renovação de lideranças e construção de projetos com capacidade real de execução, combinando eficiência na gestão com políticas sociais voltadas à redução das desigualdades. Huck tem reiterado, em falas a veículos de comunicação e em eventos com empresários e lideranças políticas, a importância de uma agenda que una crescimento econômico e inclusão social.

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A conversa também contou com a participação de Angélica, esposa de Huck. A apresentadora comentou sobre o papel de uma eventual primeira-dama no século 21 e afirmou que essa figura deveria atuar como uma “ponte afetiva” entre governo e sociedade. Segundo ela, temas como educação, família, saúde mental e igualdade deveriam estar no centro dessa atuação, numa perspectiva mais próxima do cotidiano das pessoas e das demandas sociais.

O debate sobre uma possível candidatura de Luciano Huck à Presidência, porém, não é novo. Desde 2017, o apresentador aparece em análises políticas como um nome potencial para disputar o Planalto. Ao longo dos últimos anos, ele manteve encontros com economistas, ex-gestores públicos e dirigentes partidários, especialmente do campo de centro, em iniciativas voltadas à discussão de políticas públicas e renovação política. Essas movimentações alimentaram especulações sobre sua entrada na disputa eleitoral em ciclos anteriores.

Apesar disso, Huck tem alternado momentos de maior aproximação e de recuo em relação à ideia de ser candidato. Em 2011, após repercussão de declarações dadas a uma revista, ele usou as redes sociais para afirmar que “nunca disse” que queria ser presidente e que se considerava, antes de tudo, um profissional de televisão. Na época, reforçou que já contribuía com a sociedade por meio do trabalho na TV e de projetos sociais.

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Em 2023, em outra entrevista, o apresentador voltou a ser questionado sobre o tema e negou que tivesse “vaidade” pessoal para ocupar a Presidência. Ele afirmou que participa de grupos de discussão voltados à formulação de projetos para enfrentar desigualdades e defendeu a formação de novas lideranças políticas, além do debate de ideias capazes de enfrentar problemas estruturais do país. Segundo Huck, a atuação na vida cívica e política não se limita ao exercício de um cargo eletivo.

Atualmente, Luciano Huck segue à frente do programa de domingo na TV Globo e mantém presença ativa em debates sobre temas como desigualdade social, educação e renovação da classe política. Até o momento, ele não formalizou filiação partidária com objetivo declarado de disputar a Presidência, nem anunciou uma candidatura, mantendo o assunto em aberto enquanto reforça o compromisso com a participação no debate público e na vida cívica do país.

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