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Cultura

Recôncavo Baiano vira set de filmagem da série "Café com Canela" para o Canal Brasil

Produção da Rosza Filmes adapta o longa premiado de 2017 em seis episódios gravados em Cachoeira, Muritiba e São Félix, com Babu Santana na direção e no elenco.

Redação ChicoSabeTudo
19 de julho, 2026 · 00:20 2 min de leitura
Vista das cidades históricas de Cachoeira e São Félix no Recôncavo Baiano, cenário da série Café com Canela
Vista das cidades históricas de Cachoeira e São Félix no Recôncavo Baiano, cenário da série Café com Canela

As câmeras voltaram a rodar no coração da Bahia. As filmagens da série "Café com Canela", adaptação televisiva do longa-metragem premiado de 2017, tiveram início nesta semana no Recôncavo Baiano. A produção vai ao ar pelo Canal Brasil e terá seis episódios, todos gravados nas cidades de Cachoeira, Muritiba e São Félix.

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A série é uma realização da Rosza Filmes, produtora independente fundada por Ary Rosa e Glenda Nicácio — os mesmos diretores do filme original — e que tem base justamente em Cachoeira, cidade que já impregnou a identidade do projeto desde o início. Desta vez, a dupla divide a direção com Babu Santana, que também integra o elenco principal.

O elenco reúne nomes consolidados do cinema e da televisão brasileira: Valdinéia Soriano, Fabrício Boliveira, Cláudia Di Moura, Mariana Nunes, Lucas Wickhaus, Arlete Dias, Aline Brune, Aldri Anunciação e Guilherme Silva, entre outros. Vários deles já tinham ligação com o universo criado no filme original.

O longa "Café com Canela" (2017) é considerado um marco do cinema baiano contemporâneo. No 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a produção conquistou os prêmios de Melhor Atriz (Valdinéia Soriano), Melhor Roteiro (Ary Rosa) e Melhor Filme pelo Júri Popular, recebendo o Prêmio Petrobras de Cinema. O filme foi exibido em mais de dez países e acumulou centenas de críticas positivas pelo Brasil.

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Na trama original, Margarida (Valdinéia Soriano) é uma professora que vive isolada após a perda do filho. Sua rotina começa a mudar quando Violeta, uma ex-aluna, decide aproximar-se com pequenos gestos de afeto e presença. A história se passa pelas ruas e paisagens de Cachoeira e São Félix, com forte enraizamento na cultura afro-baiana do Recôncavo.

Na versão para a TV, a narrativa se expande: novas tramas e personagens entram em cena, ampliando o universo do filme para diferentes gerações. As gravações previstas para ocorrer entre junho e setembro reforçam o papel do Recôncavo como cenário estratégico para o audiovisual baiano.

Para a Rosza Filmes, o projeto representa uma continuidade natural. Ary Rosa e Glenda Nicácio se formaram em cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e fundaram a produtora em Cachoeira, cidade que sempre foi o epicentro criativo da dupla. A série é mais um passo na consolidação de um polo de produção audiovisual independente no interior da Bahia.

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Com as filmagens no Recôncavo, a produção também aquece a economia local, movimenta equipes técnicas da região e coloca Cachoeira, Muritiba e São Félix novamente no circuito do audiovisual nacional.

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