A influenciadora Juliana Oliveira, conhecida nas redes sociais como Juju do Pix, reapareceu em vídeo exibindo como está o rosto dez dias após passar por uma cirurgia reconstrutora para retirada de óleo mineral. As imagens, compartilhadas em seu perfil e repercutidas em perfis de notícias nas redes sociais, mostram a criadora de conteúdo com pontos abaixo do queixo e nas bochechas, resultado do procedimento recente realizado em São Paulo. No registro, ela afirma que ainda não retirou os pontos e reforça que se trata apenas do início do processo de reparação facial, após anos convivendo com deformações causadas por um procedimento estético feito em 2017 em uma clínica clandestina.
Juliana é uma mulher transexual, moradora de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O apelido “Juju do Pix” surgiu quando ela passou a usar as redes para pedir contribuições financeiras, via transferência instantânea, com o objetivo de custear uma cirurgia reparadora. Na época, segundo relato da própria influenciadora, o procedimento clandestino havia sido realizado com a promessa de feminilizar os traços da face. Posteriormente, ela afirmou ter descoberto que foram aplicadas 21 seringas de óleo mineral, e não silicone industrial, como teria sido informado inicialmente.
O resultado do procedimento de 2017 foi uma deformação progressiva do rosto, com endurecimento dos tecidos e impacto direto na rotina e na autoestima da influenciadora. Em entrevistas, Juliana relata que teve dificuldade para conseguir emprego após as mudanças faciais e que, diante da falta de oportunidades formais, intensificou a produção de conteúdo nas redes sociais e as campanhas para tentar financiar o tratamento. Em determinado momento, ela chegou a participar de programa de televisão e arrecadou cerca de R$ 20 mil em uma vaquinha, valor que, segundo contou depois, não foi suficiente para cobrir o custo total da cirurgia desejada. Ela afirma que, por isso, desistiu daquele procedimento específico e doou o dinheiro arrecadado.
A cirurgia reconstrutora realizada em novembro de 2025 marca a primeira etapa de um novo plano de tratamento. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião plástico Thiago Marra, em um hospital em São Paulo, e é descrito pelo médico como de alta complexidade. De acordo com entrevistas do profissional e informações divulgadas pela imprensa, a operação durou cerca de quatro horas e meia, foi feita com anestesia local e sedação, e adotou uma abordagem considerada conservadora para reduzir riscos, como sangramentos e necrose dos tecidos .
O cirurgião relatou que, ao iniciar o descolamento das áreas afetadas, a equipe encontrou tecido bastante espessado e impregnado por óleo mineral endurecido, o que exigiu cauterização cuidadosa e infiltrações para controle de inchaço e segurança do procedimento. Em vídeos publicados em suas redes sociais, o médico mostrou fragmentos enrijecidos do produto que teriam sido retirados do rosto da paciente, classificando o achado como uma surpresa em razão do grau de fibrose observado.
A opção por não remover todo o óleo mineral de uma só vez foi explicada pelo especialista como uma medida para preservar a irrigação sanguínea da pele e evitar complicações no pós-operatório. Segundo ele, a estratégia prevê várias etapas cirúrgicas, com intervalos para acompanhar a resposta do organismo. A previsão inicial é de que o resultado definitivo da reconstrução leve de seis meses a um ano, com possibilidade de nova intervenção em até seis meses para retirada adicional de material e refinamento do contorno facial.
Em entrevistas recentes, Juliana relatou que a recuperação pós-operatória tem sido, até o momento, sem dor intensa. Ela afirmou ter acordado da sedação “como se nada tivesse acontecido” e disse não ter sentido enjoo ou tonturas significativas nos primeiros dias após a cirurgia. Apesar do inchaço e dos pontos visíveis nas imagens compartilhadas, a influenciadora declarou que está preparada para novas intervenções e que entende a necessidade de aguardar o tempo de cicatrização entre uma fase e outra do tratamento.Ao mesmo tempo em que recebe mensagens de apoio, a influenciadora também relata ser alvo de críticas e comentários jocosos nas redes sociais, especialmente relacionados ao inchaço e à assimetria temporária resultantes da cirurgia. Em declarações a veículos de imprensa, Juliana afirma que parte do público associa sua imagem a personagens caricatos, o que ela considera desrespeitoso, principalmente em um contexto em que ainda enfrenta as consequências físicas e emocionais de um procedimento malsucedido realizado em ambiente sem respaldo legal.
O procedimento reparador atual não teve custo para a influenciadora, de acordo com o médico responsável. A equipe afirma ter decidido assumir o caso em função da complexidade e do impacto que a condição de Juliana teria em sua qualidade de vida. O objetivo declarado do tratamento é, além de melhorar a aparência e reduzir o volume causado pelo óleo mineral, ampliar as possibilidades de reinserção social e profissional da paciente, que diz desejar voltar ao mercado de trabalho formal após o término das etapas cirúrgicas.
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