Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Cultura

Juju do Pix mostra como ficou o rosto após cirurgia para retirar óleo mineral

Influenciadora exibe resultado de cirurgia que remove parte do óleo mineral aplicado em 2017 e deve passar por novas etapas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
02 de dezembro, 2025 · 14:30 4 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A influenciadora Juliana Oliveira, conhecida nas redes sociais como Juju do Pix, reapareceu em vídeo exibindo como está o rosto dez dias após passar por uma cirurgia reconstrutora para retirada de óleo mineral. As imagens, compartilhadas em seu perfil e repercutidas em perfis de notícias nas redes sociais, mostram a criadora de conteúdo com pontos abaixo do queixo e nas bochechas, resultado do procedimento recente realizado em São Paulo. No registro, ela afirma que ainda não retirou os pontos e reforça que se trata apenas do início do processo de reparação facial, após anos convivendo com deformações causadas por um procedimento estético feito em 2017 em uma clínica clandestina.

Publicidade

Juliana é uma mulher transexual, moradora de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O apelido “Juju do Pix” surgiu quando ela passou a usar as redes para pedir contribuições financeiras, via transferência instantânea, com o objetivo de custear uma cirurgia reparadora. Na época, segundo relato da própria influenciadora, o procedimento clandestino havia sido realizado com a promessa de feminilizar os traços da face. Posteriormente, ela afirmou ter descoberto que foram aplicadas 21 seringas de óleo mineral, e não silicone industrial, como teria sido informado inicialmente.

O resultado do procedimento de 2017 foi uma deformação progressiva do rosto, com endurecimento dos tecidos e impacto direto na rotina e na autoestima da influenciadora. Em entrevistas, Juliana relata que teve dificuldade para conseguir emprego após as mudanças faciais e que, diante da falta de oportunidades formais, intensificou a produção de conteúdo nas redes sociais e as campanhas para tentar financiar o tratamento. Em determinado momento, ela chegou a participar de programa de televisão e arrecadou cerca de R$ 20 mil em uma vaquinha, valor que, segundo contou depois, não foi suficiente para cobrir o custo total da cirurgia desejada. Ela afirma que, por isso, desistiu daquele procedimento específico e doou o dinheiro arrecadado.

A cirurgia reconstrutora realizada em novembro de 2025 marca a primeira etapa de um novo plano de tratamento. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião plástico Thiago Marra, em um hospital em São Paulo, e é descrito pelo médico como de alta complexidade. De acordo com entrevistas do profissional e informações divulgadas pela imprensa, a operação durou cerca de quatro horas e meia, foi feita com anestesia local e sedação, e adotou uma abordagem considerada conservadora para reduzir riscos, como sangramentos e necrose dos tecidos .

Publicidade

O cirurgião relatou que, ao iniciar o descolamento das áreas afetadas, a equipe encontrou tecido bastante espessado e impregnado por óleo mineral endurecido, o que exigiu cauterização cuidadosa e infiltrações para controle de inchaço e segurança do procedimento. Em vídeos publicados em suas redes sociais, o médico mostrou fragmentos enrijecidos do produto que teriam sido retirados do rosto da paciente, classificando o achado como uma surpresa em razão do grau de fibrose observado.

A opção por não remover todo o óleo mineral de uma só vez foi explicada pelo especialista como uma medida para preservar a irrigação sanguínea da pele e evitar complicações no pós-operatório. Segundo ele, a estratégia prevê várias etapas cirúrgicas, com intervalos para acompanhar a resposta do organismo. A previsão inicial é de que o resultado definitivo da reconstrução leve de seis meses a um ano, com possibilidade de nova intervenção em até seis meses para retirada adicional de material e refinamento do contorno facial.

Em entrevistas recentes, Juliana relatou que a recuperação pós-operatória tem sido, até o momento, sem dor intensa. Ela afirmou ter acordado da sedação “como se nada tivesse acontecido” e disse não ter sentido enjoo ou tonturas significativas nos primeiros dias após a cirurgia. Apesar do inchaço e dos pontos visíveis nas imagens compartilhadas, a influenciadora declarou que está preparada para novas intervenções e que entende a necessidade de aguardar o tempo de cicatrização entre uma fase e outra do tratamento.Ao mesmo tempo em que recebe mensagens de apoio, a influenciadora também relata ser alvo de críticas e comentários jocosos nas redes sociais, especialmente relacionados ao inchaço e à assimetria temporária resultantes da cirurgia. Em declarações a veículos de imprensa, Juliana afirma que parte do público associa sua imagem a personagens caricatos, o que ela considera desrespeitoso, principalmente em um contexto em que ainda enfrenta as consequências físicas e emocionais de um procedimento malsucedido realizado em ambiente sem respaldo legal.

O procedimento reparador atual não teve custo para a influenciadora, de acordo com o médico responsável. A equipe afirma ter decidido assumir o caso em função da complexidade e do impacto que a condição de Juliana teria em sua qualidade de vida. O objetivo declarado do tratamento é, além de melhorar a aparência e reduzir o volume causado pelo óleo mineral, ampliar as possibilidades de reinserção social e profissional da paciente, que diz desejar voltar ao mercado de trabalho formal após o término das etapas cirúrgicas.

[embed:d22668d7-81b8-4f3a-8fd0-e4e6bc708c51]

Galeria · 1 imagem1 / 1
Juliana Oliveira antes da aplicação do óleo mineral (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
Juliana Oliveira antes da aplicação do óleo mineral (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Leia também