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Cultura

IPAC abre licitação para inventariar igrejas e sítios históricos e preparar novos tombamentos na Bahia

Instituto publica aviso no Diário Oficial para contratar empresa que fará pesquisas e inventários em monumentos de cidades como Palmeiras, Morro do Chapéu e Valença, base técnica para proteção formal dos bens.

Redação ChicoSabeTudo
16 de julho, 2026 · 00:07 2 min de leitura
Fachada da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus em Valença, Bahia, bem tombado pelo IPAC
Fachada da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus em Valença, Bahia, bem tombado pelo IPAC

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) publicou no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (15) um aviso de licitação para contratar empresa especializada em pesquisas e inventários sobre bens culturais materiais espalhados pelo estado. O trabalho servirá de base técnica para fundamentar o tombamento formal de monumentos históricos que ainda aguardam proteção legal.

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A licitação eletrônica está prevista para acontecer em setembro deste ano. Segundo informações divulgadas pelo IPAC, a medida atende às demandas de preservação do órgão e visa garantir a proteção formal do patrimônio artístico baiano — impedindo que esses bens sejam destruídos ou descaracterizados ao longo do tempo.

Entre os locais que passarão por pesquisa e inventário estão: a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, no distrito de Catolés, em Abaíra — onde o Ministério Público já havia instaurado inquérito para apurar a preservação do espaço; a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, em Valença; o Conjunto Arquitetônico, Paisagístico e Urbanístico de Palmeiras; a Cidade das Pedras (Igrejinha), em Igatu; a Vila do Ventura, em Morro do Chapéu; e a Capela do Engenho Sant'Ana, também conhecida como Capela do Rio de Engenho de Santana.

O tombamento se aplica aos bens materiais e significa um conjunto de ações do poder público com objetivo de preservar, por meio de legislação específica, bens de valor histórico, cultural e arquitetônico, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Bens tombados recebem benefícios diretos como acesso a fontes de financiamento público para conservação e restauro.

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A Igreja Matriz de Valença já é bem conhecido do IPAC. O instituto firmou contrato para execução da obra de recuperação estrutural da cobertura do templo, estimado em mais de 2 milhões de reais, após o registro de vários problemas na infraestrutura desse marco religioso da cidade. O contrato foi assinado em 17 de outubro de 2024, com vigência de 12 meses e valor de R$ 2.138.525,40.

A igreja, tombada pelo IPAC desde 2001, estava interditada há mais de quatro anos devido à necessidade de uma restauração urgente, conforme apontou uma vistoria do próprio instituto. Construída em 1759, com artes sacras dos séculos XVIII e XIX em seu espaço interno, ela tem relevância religiosa, arquitetônica e urbanística para toda a região.

A mobilização em torno da Matriz valenciana foi intensa. Segundo informações divulgadas pelo portal Bahia Notícias, a assinatura do contrato ocorreu após uma série de eventos e esforços da comunidade local, que culminaram em uma manifestação convocada pela Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em maio de 2023. Moradores chegaram a criar campanhas como "SOS: A Igreja Matriz pede socorro" e arrecadar recursos próprios para pressionar pelo início das obras.

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Com a nova licitação do IPAC, outros monumentos baianos — ainda sem proteção formal — dão um passo concreto em direção ao tombamento. A expectativa é que, concluída a pesquisa pela empresa vencedora do certame, os processos administrativos de tombamento possam avançar com embasamento técnico sólido e dentro das exigências legais do estado.

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