O Festival Internacional Bahia de Todas as Cores (BTC) 2026 encerrou sua oitava edição em Salvador, consolidando a capital baiana como o centro da arte urbana no país. Durante quatro dias de evento, o público acompanhou de perto mutirões de pintura, debates políticos e grandes apresentações musicais.
A programação teve início com cinema e discussões no Pelourinho, focando no impacto social do graffiti. Um dos pontos altos foi o aumento da participação feminina, celebrada pela artista Kátia Suzue, que destacou a presença de mulheres tanto na produção quanto na execução das obras.
Além das telas improvisadas nos muros de Massaranduba, o festival ocupou a Barroquinha com o 1º Encontro Baiano de Sound System. A cultura hip-hop também ganhou destaque com batalhas de rima na Cruz Caída e shows de artistas consagrados como BNegão e Freelion.
O intercâmbio cultural trouxe nomes de longe, como o artista paraense Luan Kambô, que ressaltou a importância de trazer a referência da Amazônia para o cenário baiano. Para a organização, o encontro presencial é fundamental para fortalecer os laços que o mundo digital não consegue suprir.
Com apoio da Funarte e do Fundo de Cultura, o BTC 2026 reafirmou que a arte de rua vai muito além da estética. O festival se posiciona como uma ferramenta de transformação coletiva e visibilidade para comunidades que buscam voz através das cores.







