Você já imaginou ter um poder real de decisão no seu time do coração? Ou quem sabe, acesso a experiências únicas e produtos que ninguém mais tem? É exatamente isso que um fan token oferece, funcionando como uma ponte digital entre a paixão dos torcedores e as ações dos clubes.
Este ativo digital, que faz parte da categoria de “tokens de utilidade”, é uma espécie de sócio-torcedor moderno e tecnológico. Mas, ao contrário do modelo tradicional, ele não exige mensalidades e vive em um ambiente totalmente digital: a blockchain, uma tecnologia de registro que ficou famosa com o Bitcoin (BTC).
Fan Token: mais que uma criptomoeda
É importante entender que fan tokens são diferentes de criptomoedas como o Bitcoin ou Ethereum (ETH). Enquanto estas últimas são usadas principalmente como forma de troca ou investimento, os fan tokens têm um objetivo claro: engajar os fãs. Eles não servem para fazer pagamentos, mas sim para criar uma comunidade mais participativa.
Com um fan token, você pode, por exemplo, ajudar a escolher o novo design do ônibus do time, opinar sobre uma frase motivacional no vestiário ou até mesmo votar em promoções e eventos exclusivos. Além disso, os donos desses tokens podem concorrer a prêmios especiais e participar de enquetes que influenciam diretamente o dia a dia do clube.
A gerente sênior de Relações Públicas e Institucionais do Grupo Chiliz Brasil, Marina Fuzeti Fagali, explica que o fan token atende a uma “tríade de engajamento humano”: dinheiro, amor e glória. Ou seja, ele oferece utilidade e permite que os torcedores resgatem experiências únicas, fortalecendo a relação com o clube.
A paixão do torcedor no centro da estratégia
Para Marina, o esporte vive da paixão das pessoas, e a tecnologia por trás do fan token é uma forma de ampliar essa participação. “Os atores são o próprio ativo do esporte. Então, quando você olha para um clube, eu vou trazer o Flamengo aqui como um exemplo. Ele tem a torcida como o seu grande ativo”, destacou Marina, reforçando a ideia de que o torcedor é quem realmente “remunera” o clube.
Ela usou como exemplo uma experiência pessoal no COF Institute, em Barcelona, na Espanha, onde um desafio era aumentar o potencial do Camp Nou, o estádio do time. A questão era: como fazer as pessoas ficarem mais tempo e gastarem mais no local, além dos dias de jogo? A resposta, no contexto dos fan tokens, é dar mais voz e participação aos fãs. “Eu basicamente estou colocando a comunidade de torcedores dentro de uma plataforma digital, dentro de uma infraestrutura chamada blockchain”, resumiu Marina.
“Os atores são o próprio ativo do esporte. [...] E a torcida é que remunera o clube o tempo inteiro. Então, como é que eu estou trabalhando esse ativo? Como é que eu estou realmente me vinculando a esse ativo de forma a tirar o pleno potencial dele?”
Marina Fuzeti Fagali, Grupo Chiliz Brasil
Essa tecnologia não só abre novas formas de interação, mas também cria um novo leque de oportunidades de negócio para os clubes, transformando a paixão em um motor de inovação e engajamento contínuo.
Como comprar seu fan token?
Se você ficou interessado em ter um fan token do seu time, a forma mais fácil e segura, segundo Marina, é diretamente pelo aplicativo Socios.com. A plataforma tem trabalhado para tornar a aquisição o mais simples possível, e hoje já permite a compra via Pix.
Embora estejam negociando com operadoras de cartão de crédito, o Pix se mostra a opção mais direta no Brasil. Marina ressalta que o fan token não é um ativo caro e que a ideia principal não é incentivar grandes investimentos, mas sim a participação ativa dos torcedores na vida de seus clubes.







