Quase três semanas após ser presa por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a influenciadora e advogada Deolane Bezerra estaria enfrentando sérios problemas de saúde dentro da cadeia. A informação foi divulgada pela jornalista Patrícia Calderon, no programa Além da Notícia.
Segundo Calderon, Deolane teria apresentado crises de pânico — condição já diagnosticada anteriormente —, episódios de pressão alta e parou de se alimentar. A defesa da influenciadora apresentou um relatório em que justifica a recusa da alimentação: segundo os advogados, tanto a comida quanto a água oferecidas no presídio não teriam "condições para o consumo humano".
O mais recente pedido de liberdade de Deolane foi negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Antes, em 28 de maio, o presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, também havia negado um habeas corpus, argumentando que não havia "excepcionalidade" no caso que justificasse a intervenção da instância superior antes de se esgotar a jurisdição do tribunal de origem.
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. De acordo com as investigações, ela teria vínculos com familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, e usava sua visibilidade nas redes sociais para disfarçar lucros obtidos pelo crime organizado por meio do tráfico de drogas.
A polícia apurou que a influenciadora movimentou R$ 13,6 milhões em contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outras três de suas empresas tiveram passagem de mais R$ 14 milhões no mesmo período. Esta foi a segunda prisão de Deolane — a primeira ocorreu em setembro de 2024, durante a Operação Integration, que investigava esquemas de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A defesa nega qualquer envolvimento criminoso e afirma que seguirá atuando para reverter a situação.







