À beira do rio São Francisco, Rodelas, no norte da Bahia, entrou no clima de decisão. A cidade, que faz parte da história de Wagner Moura, acompanha neste domingo (15) a expectativa pela possível conquista do ator no Oscar 2026, em uma mobilização que mistura memória, orgulho e festa popular.
Embora tenha nascido em Salvador, foi em Rodelas que o artista passou parte da infância e deu os primeiros passos no universo da interpretação. Ainda jovem, integrou o grupo amador Guther Chaplin, experiência lembrada até hoje por moradores que conviveram com ele antes da fama nacional e internacional.
Para marcar a data, a prefeitura organizou uma transmissão pública da cerimônia em um centro esportivo da cidade. A proposta é reunir a população diante de um telão para acompanhar, ao vivo, a principal premiação do cinema mundial e torcer por um nome que, para muitos ali, carrega um pedaço da identidade local.
Com pouco mais de 10 mil habitantes, Rodelas vê a indicação como algo que vai além do sucesso individual. A presença de Wagner Moura na disputa por Melhor Ator coloca o município no centro de uma narrativa rara: a de uma pequena cidade sertaneja ligada diretamente a um dos momentos mais emblemáticos do cinema brasileiro no cenário internacional.
O sentimento é ainda mais forte entre os jovens que hoje participam do mesmo projeto teatral onde o ator iniciou sua trajetória. Para eles, a história funciona como prova concreta de que o palco de uma cidade do interior também pode ser ponto de partida para o mundo.
Depois de vencer prêmios importantes com “O Agente Secreto”, Wagner chega ao Oscar cercado por expectativa. Em Rodelas, porém, o reconhecimento já existe há muito tempo. Antes mesmo da estatueta, a cidade já celebra o menino que cresceu entre suas ruas e ajudou a transformar lembranças do sertão em arte.







